Pesquisadores apresentam projeto de 'manto da invisibilidade'
Pesquisadores da França e da Alemanha criaram e testaram um novo tipo de "manto da invisibilidade", capaz de tornar objetos invisíveis ao calor. Já há mantos semelhantes para tornar objetos invisíveis à luz e a ondas sonoras, mas este é o primeiro a trabalhar com o calor.
A região central do manto é "invisível" à passagem do calor
Pesquisadores da França e da Alemanha criaram e testaram um novo tipo de "manto da invisibilidade", capaz de tornar objetos invisíveis ao calor. Já há mantos semelhantes para tornar objetos invisíveis à luz e a ondas sonoras, mas este é o primeiro a trabalhar com o calor.
O protótipo conta com uma área de 5 cm de largura em seu centro, que é impermeável ao calor que flutua ao seu redor. O manto foi criado a partir de um composto de cobre e de silicone conhecido como PDMS. A tecnologia pode vir a ser utilizada em experimentos eletrônicos de gerenciamento térmico. O manto atua canalizando o fluxo térmico em volta da região central, com anéis alternados de cobre e de silicone.
Alta condutividade
- Se você acompanhar o anel, você pode seguir essas áreas de alta condutividade (de calor). Mas, se você se dirige para o meio, você vai ser repetidamente bloqueado por uma camada de baixa condutividade - explicou o principal autor do estudo, Robert Schittny, do Instituto Karlsruhe de Tecnologia, na Alemanha.
- É mais fácil para o calor se locomover ao redor deste objeto do que pelo seu centro - diz Schittny, em entrevista à agência britânica de notícias BBC.
Mas o esforço não consiste apenas em insular a região central do calor, mas fazer "parecer" com que a região simplesmente não esteja ali.
- Você quer que o fluxo de calor dê a impressão de que não há quaisquer problemas no meio e que, basicamente, se você quer conduzir o calor em direção ao centro, ele precisa fazer um desvio, precisa realizar um caminho maior para dar a volta - acrescenta o cientista.
- Cada anel é construído de um jeito que visa especificamente compensar pelo desvio que o calor precisa fazer comenta.
Schittny afirma que a pesquisa expõe possibilidades promissoras para dispositivos em que o calor precisa ser movimentado, como sistemas eletrônicos ou sistemas de aquecimento ou de resfriamento de energia.
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