Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Pesquisa tem de funcionar como um alerta

Sábado, 02 de Abril de 2011 às 11:05, por: CdB

Índices fantásticos de aprovação à presidenta Dilma Rousseff à parte, nem tudo são flores na pesquisa CNI/IBOPE agora divulgada. O levantamento deve e precisa funcionar como um alerta para o governo em diversos pontos. Se não para redirecionar ações em  áreas críticas, como saúde e segurança, pelo menos para intensificá-las.

O mais interessante no levantamento é que ele reafirma que para a população o governo deve conferir prioridade às áreas de saúde e segurança e que estamos perdendo o debate sobre impostos, sobre a reforma tributária. Pelo menos a batalha da comunicação.

O governo teve avaliação negativa dos entrevistados em três setores: segurança pública, saúde e cobrança de impostos. Na área de segurança, 49% dos entrevistados desaprovaram o governo federal, contra 44% que aprovam. Já na saúde, a avaliação negativa é maior: 53% desaprovam as ações governamentais contra 41% que aprovam.

Como a população vê o combate a inflação e os juros

Percentual semelhante foi encontrado em relação à cobrança de impostos: 53% desaprovam as taxações impostas pelo governo, contra 36% favoráveis. Já nos campos da educação e combate à inflação o governo é bem avaliado. No total, 52% dos entrevistados consideram positivas as ações de Dilma na área de educação, contra 43% que desaprovam. No combate à inflação, 48% aprovam e 42% desaprovam.

Entre os entrevistados, 40% defendem que o combate à inflação seja prioritário em relação às demais políticas do governo. Outros 44% querem que ele tenha prioridade igual à dada às outras ações do Executivo. E 9% que o tema não deve ser prioritário para o governo.

Em relação à taxa de juros básica da economia imposta pelo Banco Central, empate: 43% aprovam e igual percentual desaprova. Outros 14% se mostraram indecisos. O levantamento CNI/IBOPE mostra, ainda, que a discussão sobre o salário mínimo e a visita do presidente Barack Obama ao Brasil foram os assuntos mais lembrados pelos brasileiros em março. Em 3º lugar aparece o aumento da inflação e do preço dos alimentos.

 

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