A maioria dos iraquianos acredita que a derrubada de Saddam Hussein "compensou" as dificuldades que eles vêm enfrentando desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, mas a população do país está fortemente dividida quanto a se o Iraque é um lugar melhor para se viver, disse uma pesquisa CNN/USA Today/Gallup divulgada neste quarta-feira.
Quarenta e dois por cento dos iraquianos afirmaram que acreditam que o país está melhor desde a invasão há um ano, enquanto 46% disseram que a guerra provocou "mais danos do que boas coisas".
A sondagem, com margem de erro de 1,7 ponto percentual, foi realizada com 3.444 iraquianos em todo o país durante março e o começo de abril - antes da última onda de violência.
Entre outras revelações, a pesquisa mostrou que as atitudes dos iraquianos em relação aos soldados estrangeiros endureceram consideravelmente.
Quando questionados como vêem agora as forças da coalizão, 71% dos entrevistados disseram "na maior parte como ocupantes", enquanto 19% classificaram-nas como "na maior parte libertadoras".
A nova pesquisa também indicou que um terço de todos os iraquianos considera ataques contra forças dos EUA justificáveis; outros 22% disseram que tais ataques eram "às vezes justificáveis, às vezes não". Apenas um quarto dos iraquianos afirmou que ataques às forças norte-americanas eram "completamente" injustificáveis.
"Uma queixa específica dos iraquianos contra as tropas norte-americanas é a ampla percepção - correta ou não - de que elas não têm sido cautelosas no uso da força quando civis estão por perto", afirmou o diretor do Gallup, Richard Burkholder.
Ainda de acordo com o resultado da pesquisa, 67% dos iraquianos acreditam que as forças dos EUA "não tentam de jeito nenhum" evitar que civis sejam mortos ou feridos durante trocas de fogo.
Embora 57% dos entrevistados achem que as forças norte-americanas e britânicas devam deixar o país nos próximos meses, 51% também concordam em que os recentes ataques contra civis apontam a necessidade de as tropas ficarem no Iraque. Por outrado lado, 53% disseram que se sentiriam menos seguros "se a coalizão deixasse o Iraque hoje".