Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Pesquisa revela que comer à noite não engorda 'mais'

Terça, 04 de Dezembro de 2007 às 20:06, por: CdB

Para quem tem o hábito de "assaltar" a geladeira à noite, uma boa notícia. Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Ciências e Saúde de Oregon, Estados Unidos, afirma que comer tarde da noite não torna a pessoa particularmente gorda. 

Pesquisadores testaram 47 macacas num laboratório e não encontraram nenhuma ligação entre a hora em que os animais comiam e quantos quilos engordavam.

Durante uma palestra na Sociedade de Neurociência na cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, os cientistas disseram que a idéia de que comer tarde da noite leve a um aumento de peso maior do que o normal é um mito.

O estudo de Judy Cameron e sua equipe tinha o objetivo de descobrir mais sobre as relações entre os hormônios femininos e o aumento de peso.

— Em resumo, calorias são calorias quando quer que sejam consumidas —, disse Nigel Denby, da Associação Dietética Britânica.
 
— O corpo não reconhece realmente que horas são —, conclui Denby.

— Se você precisar comer depois das seis da tarde ou oito da noite, provavelmente é mais saudável sentar e fazer uma refeição. De outra forma, há o risco de que você belisque comidinhas calóricas —, conclui.

Ovários e menopausa

Durante o estudo, os pesquisadores removeram os ovários de 19 das 47 macacas. A remoção dos ovários provoca uma queda nos níveis dos hormônios femininos estrógeno e progesterona, da mesma forma como ocorre na menopausa.

Os cientistas constataram que as macacas que tiveram seus ovários removidos começaram a comer mais e engordar.

— A falta desses hormônios resultou em um aumento de 67% no consumo de alimentos e 5% no peso em poucas semanas —, disse Cameron.

Eles também constataram que os níveis de um hormônio chamado leptina aumentaram nessas macacas. A leptina é produzida pelas células adiposas e sabe-se que influencia o consumo de alimentos.

Estudos anteriores mostraram que muitas mulheres começam a engordar durante a menopausa. Os cientistas acreditam que suas descobertas podem levar à formulação de tratamentos para ajudar a resolver o problema.

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