Uma pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (Cesec/Ucam), que analisa os dados da criminalidade nos últimos 12 anos no Rio, aponta que a taxa de roubos na cidade saltou de 564,9 (por cem mil habitantes) para 1.293,9 de 1991 a 2002, e de 334 para 769,4 no estado (130%). Só nesse tempo, o Estado do Rio enterrou 84.907 vítimas de homicídios. De acordo como jornal O Globo, a taxa de homicídios no município, em 1991, estava em 63,3 (por cem mil habitantes). Três anos depois, bateu um recorde, chegando a 72,9. Nos anos seguintes, caiu a 36,8 em 1998. Mas, a partir daí, segundo os registros policiais, praticamente se estabilizou num patamar ainda alto, esboçando ligeira tendência de alta. Em 2002, ela estava em 45,2 na capital e 46,2 no estado. A pesquisa também mostra que os assassinatos são concentrados na ponta pobre da cidade: em Santa Cruz, Campo Grande e arredores, a taxa de homicídios vai de 47,5 a 88,1 por cem mil (2002), índice superior ao da cidade de Port Elizabeth, uma das mais violentas da África do Sul. No outro extremo, os bairros de Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Gávea, São Conrado, Rocinha e arredores apresentam taxas de homicídio que variam de 5,9 a 10,3 por cem mil habitantes, comparáveis, por exemplo, às de Nova York, nos EUA. Conforme o jornal, alguns crimes se tornaram mais violentos ao longo dos últimos anos. Em 1996, por exemplo, o Estado ainda tinha mais furtos (praticados sem violência ou na ausência da vítima) do que roubos de carro. No ano passado, a relação já era de quase dois roubos para cada furto.
Pesquisa revela que assaltos no Rio aumentaram 130%
Domingo, 08 de Junho de 2003 às 07:14, por: CdB