Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Pesquisa mostra reaquecimento da economia dos EUA no segundo semestre

A economia dos Estados Unidos deverá começar a crescer outra vez no segundo semestre deste ano, e a expectativa é que o índice de desemprego chegue ao ponto máximo no primeiro trimestre de 2010, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo pelos principais institutos de previsões. (Leia Mais)

Domingo, 10 de Maio de 2009 às 11:34, por: CdB

A economia dos Estados Unidos deverá começar a crescer outra vez no segundo semestre deste ano, e a expectativa é que o índice de desemprego chegue ao ponto máximo no primeiro trimestre de 2010, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo pelos principais institutos de previsões. A previsão de consenso dos especialistas consultados no boletim de maio da Blue Chip Economic Indicators é que o crescimento econômico, medido pelo PIB real, encolha 2,8% em 2009 mas cresça 1,9% em 2010.

A desaceleração econômica deve diminuir no segundo trimestre do ano, após declínios acentuados no quarto trimestre do ano passado e primeiro trimestre deste ano, diz a pesquisa. A expectativa é que o crescimento retorne no terceiro trimestre. A previsão consensual de maio dos economistas é de que no segundo trimestre o PIB contraia em índice anual de 1,7%, o que será 0,4 ponto percentual melhor do que a previsão traçada um mês atrás.

Em abril os especialistas tinham previsto contração de 2,6% no PIB em 2009 e crescimento de 1,8% em 2010.

"O último mês trouxe novas evidências de que o declínio na atividade econômica está começando a se abrandar, reforçando as expectativas consensuais de que a economia vai emergir da recessão no segundo trimestre deste ano", diz o boletim.

A economia está dando alguns sinais de movimento pequeno de recuperação. A média de quatro semanas de novos pedidos de seguro-desemprego, uma medida melhor das tendências subjacentes do emprego porque abrange a volatilidade de semana a semana, vem caindo há quatro semanas consecutivas. O índice de atividade do setor manufatureiro do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) subiu em abril para o ponto mais alto em sete meses, enquanto seu índice de atividade no setor de serviços saltou para o nível mais alto desde outubro.

Quase 80% dos especialistas consultados acreditam que a construção de novas moradias chegaram ao seu nível mais baixo ou próximas disso e os investimentos na área residencial devem cair num patamar consideravelmente menor, segundo o levantamento. A previsão consensual estimou o crescimento do PIB ajustado pela inflação no terceiro trimestre de 2009 em 0,5% anuais, contra a previsão de alta de 0,4% feita um mês atrás. O crescimento no quarto trimestre é avaliado em 1,8%, contra a alta de 1,6% prevista há um mês.

Há expectativa de crescimento econômico perto do final deste ano, mas quase 32% dos especialistas prevêem que o índice de desemprego chegará ao pico no primeiro trimestre de 2010. Eles prevêem esse pico em 10%, contra a previsão de 9,8% traçada na pesquisa de abril. O Departamento do Trabalho anunciou que o índice de desemprego chegou a 8,9% em abril, o nível mais alto desde setembro de 1983, quando foi de 8,5%.

A pesquisa foi feita em 4 e 5 de maio.

Desemprego

O índice de desemprego nos Estados Unidos subiu para 8,9% no mês de abril, com uma perda de 539 mil postos de trabalho, segundo dados divulgados pelo Departamento de Trabalho norte-americano. Agora, os Estados Unidos contam com mais de 14 milhões de desempregados, o número mais elevado desde 1983. Mas o declínio de abril foi o menor nos últimos seis meses e ficou aquém do índice esperado por Wall Street, que era de 610 mil. O setor privado no mês passado chegou a perder 611 mil postos de trabalho, mas houve um acréscimo de 72 mil empregos no setor público.

Boa parte dos novos empregos são, no entanto, postos provisórios, surgidos principalmente por conta de o Censo do país estar recrutando novos auditores para as sondagens nacionais que serão realizadas no ano que vem. A cifra de abril ficou bem abaixo da de meses anteriores, como mostraram os índices revisados pelo Departamento de Trabalho divulgados nesta sexta.

Em fevereiro, houve 681 mil empregos perdidos, mais do que a estimativa feita anteriormente, que era de 651 mil. O índice de março também foi revisto de 663 mil para 699 mil. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que ''ainda que seja um pouco encorajador o fato de que o índice é menor do que o dos últimos seis meses é uma cifra grave'''.

– O índice de desemprego é o maior em 25 anos. E isso enfatiza o fato de que ainda estamos em meio à uma recessão que vem sendo produzida há anos e será preciso meses e até anos para desfazê-la. E devemos esperar mais perdas de empregos nos próximos meses – afirmou o líder norte-americano.

Os comentários de Obama foram feitos durante o lançamento de um programa que oferecerá treinamento a pessoas que perderam.

Tags:
Edições digital e impressa