Mais da metade dos gregos apoia o acordo de austeridade de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia e está disposto a fazer sacrifícios para resolver a crise, mostrou uma pesquisa neste sábado. A pesquisa Alco para o jornal Proto Thema perguntou a mil gregos se eles eram a favor do programa do FMI e da UE ou se o rejeitam, preferindo que o país fique sozinho, com o risco de falir.
A Alco disse que 54,2% apoiam o acordo, que prevê cortes de salários e aposentadorias em troca de 110 bilhões de euros em ajuda. Pouco mais de um terço, 33,2%, disseram preferir que a Grécia saia da crise sozinha, mesmo se isso significar que ela tenha que pedir moratória.
A pesquisa foi feita entre 5 e 7 de maio, logo depois de 50 mil pessoas saírem às ruas de Atenas para protestar contra as medidas de austeridade fiscal. A Alco também perguntou aos entrevistados se eles acreditam que a crise deveria ser enfrentada com mais sacrifícios ou com mais protestos. Em resposta, 51,4% disseram apoiar sacrifícios e 28% disseram preferir protestos.