Pesquisa mostra que franceses querem a volta de DSK à política ainda este ano
Apenas dois dias depois de ter sua prisão domiciliar revogada, Dominique Strauss-Kahn voltou a sorrir após ver o resultado de uma pesquisa publicada neste domingo pelo jornal Le Parisien.
Apenas dois dias depois de ter sua prisão domiciliar revogada, Dominique Strauss-Kahn voltou a sorrir após ver o resultado de uma pesquisa publicada neste domingo pelo jornal Le Parisien. O estudo indica que 49% dos franceses querem seu retorno à cena política francesa, enquanto 45% são contra. O levantamento da consultoria Harris Interactive, que ouviu mil franceses acima de 18 anos após a libertação de Strauss-Kahn , indica ainda que entre os eleitores da esquerda 60% querem que ele volte para a política.
Logo após a prisão dele, uma outra pesquisa mostrou que a maioria dos franceses acreditava que DSK - como é conhecido no país - fora vítima de um complô. Ainda assim, sua popularidade caiu 10 pontos desde maio, chegando a 27% numa sondagem feita em 17 e 18 de junho. Antes da prisão, em 14 de maio, sob a acusação de ter abusado sexualmente de uma camareira num hotel em Nova York, Strauss-Kahn era tido como o principal adversário capaz de enfrentar o presidente francês Nicolas Sarkozy nas eleições de 2012.
A nova pesquisa também mostrou, embora partidários da esquerda queiram o retorno de Strauss-Kahn à política francesa, eles não têm tanta certeza sobre se ele deveria participar da corrida presidencial de 2012. Apenas 51% dos esquerdistas franceses querem que o Partido Socialista adie o prazo de 13 julho para registro de candidaturas nas primárias para escolher candidato da legenda. Entre a população em geral, 49% dos entrevistados - em comparação com 43% dos esquerdistas - não querem que o adiamento.
Com o passaporte retido até o fim do processo e sem poder sair dos EUA, Strauss-Kahn ainda se apresentará à corte em Nova York no dia 18 de julho para uma última audiência. Seus partidários dizem que ele deve ter o direito de disputar a presidência francesa. Se sistema de justiça dos EUA derrubar as acusações contra Strauss-Kahn, ele ainda poderia se apresentar para a disputa, já que os candidatos têm até meados de março do ano que vem para se inscreverem na eleição de 22 de abril. Analistas, no entanto, acreditam que a cobertura maciça da mídia sobre seu perfil de mulherengo e esbanjador podem ter causado um dano irreversível à sua imagem, tornando uma candidatura em 2012 praticamente improvável.
Embora a camareira tenha admitido que mentiu em parte de seu depoimento sobre o suposto ataque de DSK, testes comprovaram que amostras de sêmen achadas nas roupas da camareira eram do ex-diretor-gerente do FMI, que deixou o cargo após o escândalo que abalou os franceses.
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