Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Pesquisa mostra que britânicos querem renúncia de Tony Blair

Pesquisa mostra que britânicos querem renúncia de Tony Blair

Sábado, 07 de Fevereiro de 2004 às 12:40, por: CdB

Uma pesquisa divulgada neste sábado, pelo jornal The Independent mostra que 51% dos britânicos querem a renúncia do primeiro-ministro Tony Blair por sua postura em relação às supostas armas de destruição em massa do Iraque.

Segundo o levantamento, 54% dos consultados acham que Blair mentiu à nação acerca da suposta ameaça do regime de Saddam Hussein, em contraste com 31% que pensam que não.

Realizada pelo instituto NOP, a pesquisa vem à tona ao fim de uma má semana para o premier trabalhista, durante a qual os conservadores exigiram sua reunião por considerar que exagerou a ameaça do Iraque.

Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ordenar uma investigação sobre os possíveis erros de inteligência em torno do suposto arsenal do Iraque, razão para a guerra de março de 2003, Blair decidiu fazer o mesmo. Segundo o levantamento do The Independent, a crise política no Reino Unido fez com que os conservadores ganhassem mais apoio que os trabalhistas, numa proporção de 36% contra 35%, enquanto os liberais democratas teriam 24%.

Mas, se os eleitores pudessem votar nas próximas eleições em Gordon Brown, atual ministro da Economia e eterno candidato à sucessão de Blair, então os trabalhistas recuperariam a liderança.

De acordo com a pesquisa, caso lidere a lista do Partido Trabalhista nas eleições de 2006, Brown contará com o apoio de 37% dos eleitores, contra 36% dos conservadores e 22% dos liberais. Além disso, a grande maioria dos consultados (68%) desconfia da investigação ordenada pelo primeiro-ministro sobre os erros dos serviços secretos, por acreditarem que esta é uma forma de ele lavar as mãos em relação a tais falhas.

O recente relatório do juiz Brian Hutton sobre o suicídio do cientista David Kelly isentou o governo de qualquer possível relação com o caso, o que foi mal recebido por vários setores no Reino Unido e recebeu críticas de ser uma maneira de ele se eximir de culpa.

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