Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Pesquisa mostra que Blair pode vencer eleições

Domingo, 25 de Julho de 2004 às 07:36, por: CdB

O Partido Trabalhista do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, seria eleito para um terceiro mandato nas eleições previstas para o próximo ano, apesar da desconfiança pública em relação ao Iraque e da quebra de promessas, mostrou pesquisa publicada.

A notícia deve soar como música para os ouvidos de Blair no dia em que ele pediu aos membros do Partido Trabalhista para não colocarem em risco as chances do partido ganhar a terceira eleição consecutiva, ao forçar o retorno a uma agenda de esquerda.

A pesquisa Populus no jornal News of the World mostrou que os trabalhistas receberiam 30% dos votos contra 28% para os dois partidos de oposição, o Conservador e o Democrata Liberal. A sondagem segue uma pesquisa da ICM, no jornal Daily Mail, mostrando que dois terços das pessoas sentem que o partido Trabalhista não cumpriu suas promessas e 61% não confiam pessoalmente em Blair.

Segundo a pesquisa ICM, 59% das pessoas acreditam que Blair mentiu sobre as armas de destruição em massa do Iraque. O governo britânico disse que Saddam Hussein tinha um arsenal, mas nada foi encontrado em 15 meses de invasão do país.

Em uma reunião para tratar da agenda para as próximas eleições gerais, Blair disse ser possível o partido ganhar mais um mandato. "Gerações de membros deste partido apenas sonharam com a oportunidade e possibilidade de ganhar um terceiro mandato", disse ele. "Nós temos essa possibilidade ao nosso alcance."

Sob o comando de Blair, o partido moveu-se para a direita, descartando muitas das tradições e doutrinas do velho socialismo, para desânimo de velhos membros do partido e sindicatos que querem a reintrodução das políticas de esquerda.

"Eu sei que ocasionalmente todos nós desejamos que não tivesse sido assim. Que talvez pudéssemos ter vencido como éramos, que pudéssemos ter governado sem tantas decisões duras e que nós possamos ganhar novamente de uma maneira mais segura", disse Blair. "Infelizmente, isso não é verdade. Nós abandonamos o luxo da crítica pela obrigação da decisão. É sempre mais difícil decidir do que criticar", acrescentou.

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