Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Pesquisa mostra aumento do desemprego em todas as regiões do país

Quarta, 26 de Fevereiro de 2014 às 10:58, por: CdB
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Construção civil surpreende e aumenta o número de pessoas contratadas
A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões pesquisadas pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no mês de janeiro, teve ligeira elevação e passou de 9,3% para 9,5% da População Economicamente Ativa (PEA). De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), há um total de 1.984 milhão de desempregados, o que significa um acréscimo de 37 mil pessoas em relação ao mês de dezembro. No mês passado, houve um corte de 68 mil postos de trabalho, número superior ao volume de pessoas que deixaram de concorrer a uma das vagas. O montante superou a saída de 31 mil pessoas do mercado de trabalho. O nível de ocupação aumentou em Salvador (1%) e Fortaleza (0,7%). Em Belo Horizonte (-1,6) e São Paulo (-0,6%) houve redução. Já em Porto Alegre (0,1%) ficou estável e também não houve alteração em Recife. De dezembro para janeiro, a taxa de desemprego aumentou em Porto Alegre (6,8% para 7,3%), Belo Horizonte (6,6% para 6,7%), São Paulo (9,3% para 9,6), Salvador (16,9% para 17%) e Fortaleza (6,8% para 7,3%). Já no Recife houve um leve recuo (11,4% para 11,3%). A surpresa em janeiro, segundo o coordenador da PED pelo Seade, Alexandre Loloian, ficou com a indústria: fechou 88 mil postos de trabalho, representando uma queda de 3%. Já o segmento da construção civil criou 39 mil postos, alta de 2,6%. O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas ampliou em 17 mil o número de vagas, 0,5% acima de dezembro. E a a oferta no setor de serviços ficou praticamente estável, com eliminação de 20 mil postos (-0,2). Inadimplência Do outro lado do balcão, no campo da iniciativa privada, a inadimplência das empresas aumentou 11,3% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2013, de acordo com o indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. Na variação anual, quando se compara janeiro deste ano com janeiro de 2013, houve alta de 11,1%. A alta é reflexo do aumento da inadimplência dos consumidores durante o mês passado e sofreu o impacto da elevação do custo financeiro das empresas, segundo economistas da Serasa. Os títulos protestados aumentaram 49,3% e contribuíram com 10,8 pontos percentuais para a elevação do indicador. As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços) cresceram 1,7%. Os cheques sem fundos tiveram alta de 7%. Dívidas com os bancos apresentaram queda de 4,7%. O valor médio dos cheques sem fundos teve queda de 28,4% em janeiro de 2014, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As dívidas com os bancos apresentaram declínio de 3,1% no valor médio. Os títulos protestados e as dívidas não bancárias registraram alta em seus valores médios de 4,3% e 13,8%, respectivamente. Queda na confiança O Índice de Confiança da Indústria registrou 98,5 pontos em fevereiro, queda de 1% na comparação com o mês anterior. O índice, calculado pela Fundação Getulio Vargas, permanece abaixo da média histórica pelo 11º mês consecutivo. O Índice da Situação Atual ficou em 99,6 pontos em fevereiro, um recuo de 1,3% sobre janeiro. O quesito que mede as percepções sobre o nível de estoques exerceu a maior contribuição para a queda desse índice. A proporção de empresas com estoques excessivos caiu de 9,3% para 8,7%. As empresas com estoques insuficientes tiveram queda ainda mais expressiva, de 4,1% para 1,4%. O Índice de Expectativas teve queda de 0,7%, registrando 97,4 pontos. A expectativa com a produção no curto prazo foi o que mais contribuiu para a queda da expectativa. Empresas que preveem aumento da produção nos próximos três meses sofreram redução, passando de 40,1% para 35,8%. Aquelas que preveem produzir menos, passaram de 11,9% para 11,0%. O nível de utilização da capacidade instalada ficou estável em 84,6% no mês de fevereiro.
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