Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Pesquisa investiga diagnóstico de Alzheimer pelos olhos

Pesquisadores das universidades de Dundee e Edimburgo, na Escócia, realizarão um estudo que pretende revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer. O objetivo é viabilizar a detecção da doença degenerativa a partir de exames de vista.

Segunda, 27 de Outubro de 2014 às 07:37, por: CdB
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Os pesquisadores escoceses acreditam que mutações em veias oculares podem revelar indícios de ocorrência do Alzheimer
Pesquisadores das universidades de Dundee e Edimburgo, na Escócia, realizarão um estudo que pretende revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer. O objetivo é viabilizar a detecção da doença degenerativa a partir de exames de vista. Pesquisas prévias sugerem que mudanças nas veias e artérias oculares podem estar ligadas à ocorrência de derrames e doenças cardíacas. Envelhecimento O estudo das universidades escocesas quer descobrir se tais alterações também não poderiam ser um "alerta prévio" para o Alzheimer, mal que atinge mais de 35 milhões de pessoas no mundo, segundo estatísticas da ONG Alzheimer's Disease International. Com o uso de um software especialmente desenvolvido para o projeto, os pesquisadores vão analisar imagens em alta definição de olhos e também estudar uma base de dados médicos do Ninewells Hospital, o maior hospital universitário da Europa. Para o líder do estudo, Emanuele Trucco, a importância do projeto está na possibilidade de diagnósticos preventivos baratos. - Estamos examinando a possibilidade de podermos examinar os olhos de um paciente usando equipamento que não custa uma fortuna para termos a chance de descobrir o que pode ser o risco de demência - explica Trucco. - Além de não ser um método invasivo, poderemos ainda estudar o uso do teste para diferenciar os tipos variados de demência. O projeto custará cerca de R$ 4 milhões e a verba foi doada ao Conselho de Pesquisas em Engenharia e Ciência, uma agência do governo da Grã-Bretanha. - O país enfrenta um grande desafio nas próximas décadas. Temos uma população envelhecendo e um provável aumento no número de casos de demência - explica Philip Nelson, presidente da agência. Com início previsto para abril de 2015, o estudo terá duração de três anos.
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