Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Pesquisa indica que jovem iraquiano quer a democracia

Segunda, 21 de Março de 2005 às 06:48, por: CdB

A maior parte dos jovens iraquianos deseja viver em um país totalmente democrático dentro de cinco anos, mas a maior parte deles não consegue ver esse cenário se concretizar e acha inevitável a presença de um líder forte para colocar fim à violência, revelou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

A sondagem, realizada pela Iraqi Prospect Organization, com mais de 800 estudantes universitários do país, mostrou que muitos jovens iraquianos não compreendem direito o que é a democracia.

- Parece que a maioria dos estudantes dá apoio à idéia de um regime democrático instalado no país. Mas há uma idéia errada sobre quais seriam os componentes essenciais da democracia, bem como uma percepção de que características democráticas, como a presença de opiniões diferentes ou de tendências políticas diferentes dentro de uma sociedade, são sinônimos de instabilidade - afirmou a pesquisa.

Realizada em universidades de Bagdá, Basra (sul) e Mosul (norte) entre 1o. de dezembro e 29 de janeiro, a pesquisa mostrou que 60% dos entrevistados consideravam a democracia melhor que qualquer outro tipo de governo.

Um regime democrático daria melhor educação, melhores salários e melhores empregos para uma fatia maior da população, disseram. Dos entrevistados, 90 por cento afirmaram que viver sem medo era algo essencial para uma democracia, mas a liberdade de expressão e a participação política apareceram sem destaque.

Houve um grande apoio para a presença de mulheres no governo e 68 por cento rejeitaram um governo de partido único. Mas apenas 55% opuseram-se à interferência das Forças Armadas na política e apenas 56% mostraram-se contrários à eventual extinção do Parlamento para beneficiar o presidente.

O desejo de estabilizar o país levou alguns a dar apoio ao envolvimento do Exército na política ou a desejar, aparentemente, que surja um 'homem forte"', disse a organização, uma entidade sem fins lucrativos fundada por iraquianos que moram na Grã-Bretanha. A pesquisa também mostrou que a maior parte dos entrevistados é contrária à separação entre Estado e religião.

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