Uma pesquisa realizada conjuntamente por cientistas da Alemanha e da Suíça identificou na medula óssea de ratos um grupo de células-tronco "adormecidas", cujo uso pode ser mais eficiente no tratamento do câncer.
Em artigos publicados na revista científica Cell, os pesquisadores do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer em Heidelberg e da Escola Politécnica Federal e do Instituto Ludwig para a Pesquisa do Câncer, ambos em Lausanne (Suíça), afirmam que esse tipo de células-tronco pode ficar "adormecido" durante toda a vida, sendo "despertado" apenas em caso de um ferimento ou de hemorragia, se dividindo imediatamente para repor as células perdidas.
Os cientistas "marcaram" o material genético de todas as células sanguíneas de ratos e, em seguida, investigaram por quanto tempo essas marcas perduraram. A cada divisão celular, o material genético se reparte entre as células-filhas e, portanto, as marcas se diluem.
Durante essas experiências, os pesquisadores descobriram essas células-tronco adormecidas, que se dividem apenas cerca de cinco vezes ao longo da vida do rato – o que, em termos de seres humanos, corresponderia a apenas uma divisão celular em 18 anos. As células-tronco ativas se dividem continuamente cerca de uma vez por mês.