Os holandeses decidem nesta quarta-feira se aprovam ou não a Constituição da União Européia (UE) e pesquisas apontam para a vitória do "nao", o que deverá aumentar uma crise de confiança no bloco provocada pela rejeição francesa ao tratado.
A maioria dos principais partidos holandeses, incluindo o governista, fez campanha pelo "sim" no referendo, mas as sondagens indicam que o "não" deve ganhar.
As urnas foram abertas às 2h30m (horário de Brasília) para os mais de 12 milhões de eleitores cadastrados e fecharão às 16h, quando uma pesquisa nacional de boca-de-urna deverá ser divulgada.
O apoio à Carta da UE na Holanda sempre foi forte, mas os crescentes problemas sociais e políticos e o sentimento antiimigração comprometeram-no nos últimos anos.
A oposição à Constituição tem diferentes motivos, que vão do profundo desagrado holandês pelo euro à preocupação de uma adesão da Turquia ao bloco.
- Será um milagre se a maioria da população holandesa votar pelo "sim" - disse o especialista em pesquisas Maurice de Hond.
A participação no referendo sobre a Constituição da União Européia (UE) na Holanda nesta quarta-feira parecia ser maior do que a dos plebiscitos anteriores na Europa, tornando o resultado da consulta popular holandesa mais imprevisível, segundo observadores.
A votação na Holanda acontece três dias depois de a maioria dos eleitores franceses ter rejeitado a proposta da Carta da UE.Ao meio-dia, a participação era de 12%, três pontos acima da registrada nas eleições para o Parlamento europeu realizadas em junho de 2004, informou o Instituto Interview-Nss.
Pesquisas de oponião que apontam a vitória do "não" prevêem uma participação de 46% na jornada eleitoral. Mas se o comparecimento às urnas for maior do que o esperado, o resultado poderia ser diferente A porcentagem de participação no final do dia terá um papel importante visto que o Parlamento avaliará na quinta-feira se o resultado da consulta é representativo e deve ser respeitado.