Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Pesquisa feita por revista gera polêmica em Maceió

Quarta, 10 de Dezembro de 2003 às 08:09, por: CdB

Segundo pesquisa realizada pela IstoÉ e Databrain (publicada na edição desta semana da revista) sobre radiografia social, humana, financeira e administrativa em 27 capitais brasileiras, Maceió se mantém com o pior índice de Desenvolvimento Humano do País (IDH), informou a Gazeta de Alagoas. A prefeita Kátia Born (PSB) contestou a pesquisa. "A realidade de Maceió é outra. A pesquisa é lamentável".

Mas os vereadores dizem que a cidade sofre com a administração pública, o êxodo rural e a falta de investimentos federais. De acordo com a pesquisa, três cidades da Região Sul: Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre, respectivamente possuem os melhores índices sociais.

 A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também realizou um estudo comparativo entre as capitais, reforçando a pesquisa.

- As cidades das regiões Norte e Nordeste se alternam em indicadores de baixo desenvolvimento, sendo que o Nordeste tem sido mais problemático- diz o pesquisador da FGV, Alberto Almeida.

A IstoÉ ouviu 20.800 eleitores, cerca de 800 entrevistas por cidade, no período de 15 a 25 de setembro.
     

 Na pesquisa de domicílio com banheiros o primeiro lugar de situação praticamente solucionada é São Paulo, com 99,77%, seguida de Belo Horizonte com 99,63%, em terceiro lugar está Curitiba, com 99,61%; Maceió aparece em 18o lugar, com 96,55% das residências com banheiro.

Em domicílio com energia elétrica o primeiro lugar é do Rio de Janeiro, com 99,92% do problema solucionado, Florianópolis com 99,88%, Curitiba 99,89% e Maceió está em 13o lugar, com 99,66% das residências com energia elétrica. Na pesquisa de domicílio com rede geral de esgoto os três primeiros lugares são: Belo Horizonte (92,32%); Vitória (89,78%) e São Paulo (87,23%); Maceió está em 21o lugar, com 24,70%.
     

 Na pesquisa sobre domicílios com coleta de lixo os primeiros colocados são Vitória, 99,56%; Curitiba com 99,54%; São Paulo 99,20% e Maceió em 17o lugar, com 93,76%. Entre os domicílios com rede de abastecimento de água os três primeiros lugares são de Vitória, Belo Horizonte e São Paulo; Maceió está em 21º, com 81,71%. Entre as cidades que têm o maior número de domicílios com linha telefônica, Belo Horizonte é líder, com 80,52%; Florianópolis tem 74,90%; em terceiro Curitiba, com 74,44%; Maceió está em 25o lugar, com 43,57%.
     

 Nos indicadores sobre alfabetização, Maceió continua em último lugar, com 83,70%; em Esperança de Vida está em penúltimo lugar, com 65,03%; na renda per capita entre as 27 capitais, Maceió aparece em 22%. Na pesquisa de domicílios que têm microcomputador, a cidade ocupa 20º lugar, com 9,91%.
     

Entre as cidades do Nordeste, o melhor desempenho na pesquisa é a vizinha Aracaju. Entre os principais problemas da cidade o desemprego é o que lidera, com 41,85%, seguido da criminalidade/violência com 16,79%; fome/miséria com 5,51% e saúde com 3,26%. "Estamos revolucionando Aracaju, apostando na qualidade de tudo o que fazemos", sintetiza o prefeito Marcelo Deda (PT/SE), na revista IstoÉ.
     

A pesquisa repercutiu, ontem, nos bastidores políticos e em maior intensidade na Câmara de Vereadores. O líder do PT, vereador Judson Cabral, explicou que a pesquisa refletiu o que acontece com a cidade depois de cinco anos sem investimentos em setores fundamentais.

- Somando os cinco últimos orçamentos a prefeitura teve nas mãos R$ 1,5 bilhão e os investimentos no social não chegaram nem a 5%-disse.     

Judson responsabilizou também a Câmara.

-A Câmara tem o papel de fiscalizar a administração pública. A prefeita tem uma grande bancada que não fiscaliza. A matéria da revista IstoÉ serve de alerta para a necessidade de se aplicar bem a arrecadação públic

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