Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Pesquisa do Banco Central indica queda na inflação em 12 meses

Banco Central consulta estimativas de indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a inflação no atacado. Expectativa é de queda nos próximos 12 meses, de acordo com o Boletim Focus (Leia mais).

Segunda, 09 de Abril de 2007 às 07:21, por: CdB

Analistas de mercado e instituições financeiras esperam queda, nos próximos 12 meses, no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a meta oficial de inflação. A informação consta do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, com resultados da pesquisa realizada na última quinta-feira. A projeção para o período caiu de 3,70% para 3,66%, na comparação semanal. No entanto, a estimativa para este ano manteve-se estável em 3,86%. 

Na capital paulista, há perspectiva de leve queda na inflação nos próximos 12 meses. Os entrevistados ouvidos pelo Banco Central estimam que Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), deve ficar em 3,64%, ante 3,65% da pesquisa anterior. Até o fim deste ano, a projeção é de 3,72%, 0,08 ponto percentual a menos do que os 3,80% da pesquisa anterior.

O Banco Central também consulta as estimativas para os indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a inflação no atacado. Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) a tendência é de leve queda em 12 meses, passando de 4,05% para 4%. Para o ano, a projeção passou de 4,01% para 4% na comparação semanal, na opinião dos entrevistados.

Já para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) a perspectiva em 12 meses é 3,97%, contra 3,99% da pesquisa anterior, e para o ano a projeção é de 4,09%, ante 4,14% da outra semana.

A pesquisa mostrou ainda tendência de redução para os preços administrados por contrato ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação, transporte público, água, saneamento e outros). O reajuste acumulado desses preços deve ficar em 3,55% no ano, contra 3,65% na pesquisa anterior, com projeções de queda há três semanas.

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