Os índices de aprovação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, atingiram novos recordes de baixa em cinco meses, de acordo com pesquisa publicada nesta terça-feira pelo jornal Washington Post.
Cinquenta por cento dos norte-americanos entrevistados desaprovam o desempenho geral de Bush, enquanto 47% aprovam seu trabalho - o número mais baixo registrado pela pesquisa Washington Post-ABC News desde que o presidente assumiu o cargo.
E quatro em cada dez norte-americanos pesquisados deram pontos positivos à maneira como Bush conduz o conflito no Iraque, no índice mais baixo desde o começo da guerra, em março do ano passado, de acordo com a pesquisa.
O Washington Post disse que o índice geral de aprovação do presidente era de 51% no mês passado. Quase todo o declínio é atribuído a uma queda de 7% entre republicanos, segundo a pesquisa.
Os números mostram Bush em uma disputa acirrada com o candidato democrata, o senador John Kerry, na corrida presidencial.
Quarenta e seis por cento dos eleitores entrevistados disseram que votariam em Bush se a eleição fosse hoje; 4650 disseram que apoiariam Kerry e 4% afirmaram que votariam no candidato independente, Ralph Nader, disse a pesquisa.
Sem Nader, Kerry lideraria com 49%, contra 47% de Bush, ainda de acordo com a pesquisa. A pesquisa ouviu 1.005 adultos selecionados de maneira aleatória entre 20 e 23 de maio e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.
A maioria dos entrevistados disse estar otimista de que a situação no Iraque melhoraria daqui para frente. Mas 50 por cento disseram que a guerra no Iraque não valeu a pena, contra 48 por cento que acreditavam que ela foi válida.
Sessenta e cinco por cento dos entrevistados disseram achar que os EUA estão se complicando no Iraque, enquanto para 57% os EUA não estão fazendo progresso significativo para estabelecer um governo democrático lá. Cinquenta e oito por cento disseram que o presidente não tem um plano claro para o Iraque, segundo a pesquisa.
Bush fez um discurso de meia hora transmitido pela televisão na segunda-feira para ressaltar seu plano de entrega de poder no Iraque e convencer os norte-americanos de que tem um plano factível para o país do Oriente Médio.
Ele não anunciou uma grande mudança de curso, ou um calendário para retirada de tropas dos EUA, mas falou sobre progresso e previu que a violência pode piorar a curto prazo.