O Oriente Médio está mais seguro agora do que um ano atrás devido a avanços positivos no Iraque e no conflito entre árabes e israelenses, disse nesta terça-feira um dos principais institutos de estudo do mundo em sua pesquisa anual sobre segurança global.
Mas o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), com sede em Londres, afirmou que o Iraque continua a ser uma inspiração para militantes islâmicos, ajudando a Al Qaeda a recrutar combatentes.
A pesquisa do IISS - cujos especialistas por vezes manifestam ceticismo em relação à política norte-americana sob comando do presidente George W. Bush - dá crédito aos Estados Unidos por medidas que parecem ter dado frutos durante o ano passado, principalmente no Iraque.
- Se maio de 2004 foi marcado por grande desespero por causa da crescente rebelião no Iraque...o lema de maio de 2005 foi esperança ponderada - disse o relatório de 384 páginas.
O texto aponta os progressos no conflito entre árabes e israelenses, a promessa de eleições multipartidárias no Egito e os levantes populares na Síria e no Líbano como exemplos de sucessos da política dos EUA.
- A política dos EUA em 2004-2005 pareceu bem efetiva para incentivar atores regionais no Oriente Médio e no Golfo contra estados párias e para implementar suaves reformas políticas - disse o IISS.
- Do ponto de vista da Al Qaeda, as políticas de Bush no Iraque produziram uma confluência de circunstâncias adequadas: a América encurralada estrategicamente, odiada pela maior parte do mundo islâmico e observada de perto até mesmo pelos seus aliados.
O relatório disse que a reabertura do diálogo entre palestinos e israelenses depois da morte do presidente palestino Yasser Arafat marcou um "ponto de mudança" no processo de paz.
- Grandes mudanças aconteceram não somente pela morte de Arafat, mas também pela conversão do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e pelo compromisso de Bush de usar a influência americana para chegar a um acordo final - afirmou.