Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Pesquisa de boca-de-urna dá vitória a Berlusconi na Itália

As urnas italianas foram fechadas na manhã desta segunda-feira e os resultados de boca-de-urna das eleições que definem os nomes do Parlamento e o novo chefe de estado dão a vitória ao partido de direita do empresário Silvio Berlusconi, que já foi primeiro-ministro por dois mandatos. (Leia Mais)

Segunda, 14 de Abril de 2008 às 06:34, por: CdB

As urnas italianas foram fechadas na manhã desta segunda-feira e os resultados de boca-de-urna das eleições que definem os nomes do Parlamento e o novo chefe de Estado dão a vitória ao partido de direita do empresário Silvio Berlusconi, que já foi primeiro-ministro por dois mandatos.

A vitória apertada indica que o novo primeiro-ministro deverá fazer um governo de coalizão.

O principal adversário do bilionário de 71 anos era o líder de centro-esquerda Walter Veltroni, ex-comunista que se definiu como um homem de mudança apesar de prometer modestas reduções de impostos e rigor com o crime, assim como Berlusconi.

Com a economia no centro das preocupações dos eleitores italianos, os dois principais candidatos prometeram cortes fiscais modestos e diminuição da burocracia durante a campanha.

Disputa acirrada

As eleições foram realizadas três anos antes do previsto por causa do colapso da coalizão de centro-esquerda liderada por Romano Prodi. O novo governo será o 62º do país em 63 anos.

Além das 47 milhões de pessoas habilitadas a votar na Itália, cerca de três milhões de italianos que vivem no exterior puderam participar das eleições.

O comparecimento às urnas também foi menor que as últimas eleições em 2006. A expectativa das autoridades era de grande participação nas eleições. No último pleito, há pouco mais de dois anos, mais de 80% dos eleitores exerceram o direito de votar.

Falta de motivação

Segundo pesquisas anteriores ao pleito, marcado pela indecisão e falta de motivação, um em cada três eleitores decidiriam seu voto na última hora.

Em Nápolis, muitos cidadãos não votaram como uma forma de protesto pela situação do acúmulo de lixo na cidade.

O psiquiatra Piero Rocchini, conselheiro na Câmara dos Deputados, alerta para o fato de que os eleitores não estão indecisos em relação ao partido.

- Eles estão incertos se as eleições trarão alguma mudança que seja. Pois, graças à nossa atual legislação, os cidadãos não podem escolher diretamente seus políticos - explica.

Também a falta de inovação assemelha cada vez mais os programas políticos dos partidos, que por sua vez não têm interesse em envolver o eleitor no processo político.

- É um país em busca de estabilidade e de uma visão para o futuro que hoje vota - escreveu o periódico econômico Il Sole-24 Ore.

O tradicional Corriere de la Sera incita esquerda e direita a "trabalharem juntos a fim de levar a cabo as mudanças de que o país tão urgentemente necessita, para poder voltar a produzir e crescer".

Matéria atualizada às 11:20 (horário de Brasília)

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