Pesquisa apresentada em seminário sobre o "Controle Social da Programação Televisiva", promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, demonstra que as crianças com até cinco anos não conseguem diferenciar a programação normal da televisão dos comerciais. A pesquisa foi desenvolvida pelo professor e pesquisador das Faculdades Integradas São Pedro (Faesa) José Edgar Rebouças.
Ele analisou a regulamentação televisiva em diversos países desenvolvidos e concluiu que, de uma forma geral, os países proíbem propagandas que tragam informações que as crianças não conseguem interpretar. Ele destacou o poder de convencimento de propagandas que envolvem personagens de desenhos animados e dos comerciais que mostram brinquedos desenvolvendo ações que seriam impossíveis sem a intervenção dos usuários.
Para controlar a situação, Rebouças sugeriu aos parlamentares a disseminação do modelo de auto-regulamentação observada, em que o governo participa dos conselhos de auto-regulamentação de empresas de comunicação, a exemplo do Conar - que auto-regulamenta as empresas de publicidade. Com essa integração, o Governo poderia, por exemplo, aplicar sanções no processo de renovação de concessões para empresas que não cumprirem os preceitos éticos e as decisões desses conselhos.
Pesquisa aponta riscos de propagandas para crianças
Quarta, 27 de Abril de 2005 às 09:21, por: CdB