LA PAZ, 5 AGO (ANSA) - Quatro peruanos acusados de terrorismo permanecem presos na Bolívia desde a última segunda-feira, enquanto o juiz responsável pelo processo judicial, Rafael Alcón, pediu licença do caso.
O magistrado do Tribunal de Medidas Cautelares de La Paz, que deveria se pronunciar ontem sobre a situação jurídica dos estrangeiros detidos, se recusou a tomar conhecimento e mediar a causa, que deve agora ser transferida para outro tribunal.
Hugo Walter Minaya, William Antonio Minaya, José Antonio Cantoral Benavides e Blanca Riberos Alarcón (junto com seu filho de um ano de idade) são acusados de manterem ligações com o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso e estão detidos em uma cidade próxima à capital La Paz.
O ministro boliviano do Interior, Sacha Llorenti, explicou que três dos quatro peruanos têm ordem de prisão em seu país natal. Eles foram detidos em um centro de estudos sociais da Universidade Pública de El Alto enquanto redigiam panfletos políticos e "doutrinavam" estudantes.
Foram apreendidos, junto com eles, documentos de identidade falsos e material contra o governo boliviano.
Para o diretor da Assembleia de Direitos Humanos da Bolívia, Víctor Vacaflores, "não se pode castigar ideias diferentes". Ele admite que a mensagem contida no material confiscado era "muito ofensiva contra o governo", mas que se trata de "um tema ideológico e de liberdade de pensamento".
Dirigentes dos partidos Comunista e Socialista do país, por sua vez, protestaram contra a medida afirmando que a divulgação da literatura marxista, que também é feita dentro do meio acadêmico, não pode ser motivo de detenção. (ANSA)
Peruanos acusados de ligacão com sendero luminoso permanecem presos na Bolívia
Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 10:24, por: CdB