O exército peruano deteve nesta terça-feira o major reformado Antauro Humala, líder do ultranacionalista Movimento Etnocarcerista, no momento em que ele participava de uma reunião de negociações com autoridades policiais.
Militantes que o acompanhavam também foram presos, segundo um porta-voz do governo. Humala havia prometido entregar armas nesta terça-feira, mas já havia descumprido promessa semelhante na segunda-feira.
Outros rebeldes permanecem refugiados na delegacia da cidade andina de Andahuaylas, invadida pelo grupo na noite de Ano Novo. Quatro policiais foram mortos durante a invasão e dez foram feitos reféns.
Outros cinco soldados tinham sido capturados nesta segunda-feira pelo grupo durante a operação de retomada do controle da cidade, interrompida pela intervenção de manifestantes civis que apóiam o grupo insurgente.
Os rebeldes pedem a renúncia do presidente do país, Alejandro Toledo, cuja popularidade é baixíssima. O governo, que declarou estado de emergência, enviou mil soldados e policiais para conter o levante - o segundo envolvendo Humala.
Ele ganhou notoriedade em 2000, quando ao lado do irmão, Ollanta, fez um levante contra o então presidente Alberto Fujimori. Eles se renderam depois que Fujimori foi tirado do poder por corrupção, foram presos e depois perdoados.