A proposta do governo de tentar por um ponto final na greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não agradou à Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência.
O presidente da entidade, Eduardo Almeida, afirmou nesta quinta-feira que o único entrave nas negociações é a remuneração. Os médicos estiveram nesta quarta-feira com o ministro da Previdência, Amir Lando, para uma nova rodada de negociações. Os médicos decidirão sobre o fim da greve durante a plenária do Conselho Federal de Medicina na manhã desta quinta-feira.
O governo alterou pouco a proposta apresentada aos grevistas na reunião anterior, ocorrida na terça-feira. A única concessão foi um aumento de 5% nas remunerações até o final da estruturação da carreira em dezembro de 2006.
"Hoje um médico em final de carreira ganha R$ 1.176,00 como vencimento básico. Nossa proposta nesta reunião é que o valor possa chegar a R$ 3.730,00 em dezembro de 2006. O acordo que tínhamos feito antes era que um médico em final de carreira com jornada integral de 40 horas receberia R$ 4696.
Na terça-feira, quando propusemos alongar por mais um ano a estruturação da carreira foi com a finalidade de poder chegar a este valor", explicou o vice-presidente da Associação dos Médicos Peritos da Previdência Social, Luiz Carlos Argolo.