Peritos que fotografaram o apartamento no 6º andar de um prédio da Zona Norte de São Paulo, de onde foi jogada a menina Isabella Nardoni, 5 anos, no último dia 29, constataram que uma mancha de sangue pode ser vista no colchão no quarto dos irmãos por parte do pai Alexandre Nardoni, 29 anos. Os peritos concluíram também que o ferimento da testa de Isabella teria sido provocado antes da queda, ainda no apartamento.
De acordo com a polícia, havia gotas de sangue que faziam o caminho da porta de entrada do apartamento até o quarto das crianças.
A polícia disse nesta terça-feira que a possibilidade de haver uma terceira pessoa no apartamento, no dia da morte de Isabella, é pequena, já que "o casal não tinha inimigos", além de afirmarem também que ninguém estranho foi visto no prédio.
O inquérito sobre a morte da menina mostra que vizinhos relataram ter ouvido gritos de uma criança e uma briga antes do crime. O vizinho, que mora no 1º andar do prédio e que foi avisado pelo porteiro sobre a queda para que chamasse o resgate, sendo o primeiro a ligar, disse que estava assistindo TV na sala, com a porta da varanda aberta, como de costume, e que, por volta das 23h35, ouviu os gritos ao longe de criança, dizendo três vezes seguidas: 'papai, papai, papai, pára, pára'.
Ele disse que, após uns cinco minutos, aproximadamente, ouviu um estrondo, que seria do momento em que a menina atingiu o chão após a queda.
Outra vizinha, que é advogada e mora em uma casa próxima, disse que também ouviu os gritos. Ela tinha cochilado enquanto assistia TV e acordou ouvindo os gritos de uma criança que dizia "papai, papai, papai". Ela não sabe dizer que horas eram ou qual era o sexo da criança que gritava.
Um vizinho que mora ao lado do prédio disse ter ouvido com a mulher uma briga entre um casal por volta das 23h, vinda de um prédio ao lado. "A discussão durou cerca de 15 minutos." Ele conta que, em torno das 23h23, ele e a mulher se preparavam para dormir quando ouviu a voz de uma mulher dizendo: "jogaram a Isabella do 6º andar".
Após o grito, o vizinho disse que abriu a janela do apartamento e viu uma mulher com uma criança no colo andando de um lado para o outro, falando alto pelo celular. A voz da mulher, que era de Anna Carolina Jatobá, era a mesma voz que foi ouvida na briga, segundo relatou a testemunha.
Peritos concluem que ferimento na testa de Isabella foi feito antes da queda
Terça, 15 de Abril de 2008 às 17:38, por: CdB