Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

Périplo da tocha olímpica chega ao fim sem incidentes, no Vietnã

Terça, 29 de Abril de 2008 às 09:48, por: CdB

Chegou ao fim, no Vietnã, o complicado percurso da tocha olímpica pelo mundo. O revezamento internacional da chama faz o percurso mais tortuoso da sua história, este ano, em meio a protestos contra a ocupação chinese no Tibet. Desde a cerimônia de acendimento da chama, na antiga Olímpia (Grécia), os protestos se multiplicaram pelas principais capitais da Europa e dos EUA, entre elas Londres, Paris e San Francisco. Embora alguns grupos de vietnamitas dissidentes tenham convocado manifestações contra o regime comunista local, não houve qualquer incidente no evento.

Muitos jovens chineses, com camisetas alusivas aos Jogos de Pequim-2008 e bandeiras de seu país, ocuparam as ruas de Ho Chi Minh, uma cidade de 8 milhões de habitantes, para ver a tocha passar em sua última etapa antes de chegar à China. Policiais fardados e à paisana convenceram os chineses a não abrirem cartazes perto da catedral católica, no centro da cidade, onde as ruas ficaram congestionadas por carros e motos.

Nos postes de várias avenidas da capital, bandeiras vermelhas, cartazes e galhardetes saudavam a tocha e compunham o clima de festa para a cidade, que nesta quarta-feira lembra o 33º aniversário da entrada das tropas comunistas que expulsaram as forças dos EUA e reunificaram o país. Na quinta-feira, os vietnamitas celebram o Dia do Trabalhador.

Comunidades inteiras na China estão mobilizadas para demonstrar seu patriotismo em todas as escalas da chama olímpica em curso agora naquele país.

Condenação

Um tribunal de Lhasa, capital do Tibet, anunciou nesta terça-feira a condenação de 17 pessoas durante um julgamento assistido por mais de 200 pessoas. A China atribuiu os protestos de março contra o regime comunista ao líder espiritual exilado dos tibetanos, o Dalai Lama, que nega envolvimento. Segundo Pequim, 18 "civis inocentes" foram assassinados pela multidão descontrolada no mês passado. Grupos de apoio à causa tibetana dizem que houve muito mais mortos na repressão das forças oficiais.

A Coréia do Sul anunciou que está investigando os incidentes de violência ocorridos no fim de semana, quando a tocha passou por Seul. O Vietnã é a última parada da tocha antes de chegar na quarta-feira a Hong Kong, onde 3 mil policiais vão fazer a segurança da chama durante a passagem de oito horas pela cidade. Analistas dizem que nas últimas semanas as autoridades de Hong Kong (território chinês autônomo) sofrem pressão de Pequim para restringir a entrada de estrangeiros e reforçar a segurança, para evitar distúrbios durante a primeira escala da tocha em solo chinês, depois de seis semanas de trajeto pelo mundo.

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