Onze dias após o crime que vitimou o casal Staheli, os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (Polícia Civil) encarregados de indicar de quem eram as impressões digitais recolhidas no quarto ainda não receberam as amostras das impressões tiradas dos cadáveres. Ou seja: a perícia ainda não sabe se as digitais são do assassino ou das vítimas.
Para saber a quem pertencem as marcas deixadas no quarto, os peritos precisam confrontá-las com as amostras que ainda não foram enviadas pelos policiais encarregados das investigações.
Os peritos creditam a demora a trâmites burocráticos no IML (Instituto Médico Legal), que teria coletado as impressões dos cadáveres de Zera Todd e Michelle Staheli. Os responsáveis pelo inquérito não foram localizados pela Folha para comentar a demora.
Durante a reconstituição do crime, realizada ontem pela polícia, o coordenador de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, Roger Ancillotti, disse que o assassino do casal "nunca saiu da casa, ou é um ultraprofissional".
A reconstituição do crime foi feita sem a presença das únicas testemunhas: os filhos mais velhos dos Staheli --uma menina de 13 e um menino de dez anos. O casal de amigos, Jeffrey e Carolyn Turner, também não participou. Eles, que chegaram à casa antes dos policiais, voltaram aos EUA após prestarem depoimento à Justiça, na semana passada. Policiais representaram o papel deles e das crianças.
Os cinco seguranças que estiveram na casa após o crime participaram da reconstituição. O advogado das crianças, João Mestieri, também esteve presente.
Lins afirmou que está sendo considerada a hipótese de o assassinato ter sido cometido por motivos profissionais.
O executivo da Shell Zera Todd Staheli foi morto enquanto dormia na madrugada de 30 de novembro, na casa em que morava no condomínio Porto dos Cabritos (Barra da Tijuca, zona oeste). Michelle morreu na última terça-feira, em consequência dos ferimentos. Eles foram atingidos por um objeto corto-contundente. Anteontem, uma foice e uma enxada foram apreendidas na casa. Conforme a Folha antecipou, elas não haviam sido examinadas dez dias após o crime.
Os corpos do casal seriam transportados ontem à noite para Salt Lake City (EUA).
Perícia ainda não identificou impressões digitais
Onze dias após o crime que vitimou o casal Staheli, os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (Polícia Civil) encarregados de indicar de quem eram as impressões digitais recolhidas no quarto ainda não receberam as amostras das impressões tiradas dos cadáveres. Ou seja: a perícia ainda não sabe se as digitais são do assassino ou das vítimas. (Leia Mais)
Quinta, 11 de Dezembro de 2003 às 07:54, por: CdB