Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Performance da indústria melhora com faturamento em alta

Quinta, 04 de Setembro de 2014 às 12:05, por: CdB
economia9.jpg
O total de pessoas ocupadas na indústria brasileira voltou a crescer na passagem de setembro para outubro
A utilização da capacidade instalada e o faturamento da indústria brasileira subiram em julho ante o mês anterior, em parte devido ao maior número de dias úteis em relação a junho, informou nesta quinta-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O uso da capacidade instalada da indústria subiu para 81,0% em julho, interrompendo sequência de cinco meses de queda, de acordo com dados dessazonalizados, ante dado revisado de junho de 80,4%. O faturamento real dessazonalizado avançou 1,2% em julho na comparação com o mês anterior, após a forte queda de 6,3% em junho. As horas trabalhadas na produção aumentaram 2,6% e o emprego recuou 0,2% na mesma comparação. Já a massa salarial caiu 0,2%, enquanto o rendimento médio real teve alta de 0,1%. A CNI atribui parte da melhora dos indicadores industriais ao menor número de dias úteis em junho frente a julho, por conta da realização da Copa do Mundo de futebol, voltando a ressaltar que o quadro continua sendo de dificuldade. – Mesmo com o crescimento das horas trabalhadas, do faturamento e do uso do parque fabril, o quadro da indústria ainda é de desaquecimento – avaliou a entidade em nota. No acumulado até julho, o faturamento do setor industrial recuou 5,1% frente a igual período de 2013, enquanto as horas trabalhadas na produção caíram 2,3%. O emprego industrial encolheu 0,6% de janeiro a julho ante os sete primeiros meses de 2013, enquanto a massa salarial recuou 0,2% na mesma comparação, disse a CNI. Com forte recuo na indústria e nos investimentos, a economia brasileira registrou contração de 0,6% no segundo trimestre de 2014 e de 0,2% no primeiro trimestre sobre os trimestres anteriores, levando o país a entrar em recessão técnica pela primeira vez em cinco anos, de acordo com o IBGE. A indústria, especificamente, teve retração de 1,50% no trimestre passado sobre o período anterior, com contração de 3,4% ante o segundo trimestre de 2013, em dados que reforçam a grande dificuldade do setor em crescer. Na terça-feira, o IBGE divulgou que a produção industrial brasileira voltou a crescer em julho depois de cinco meses seguidos de queda, com alta de 0,7% frente a junho, também favorecida pela base de comparação fraca. Projeções A CNI, ainda no relatório, aumentou a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do setor de 0,5% para 1,7%. A estimativa do PIB total brasileiro também foi reduzida este ano, de 1% para 0,5%. Para o gerente executivo da CNI, Flávio Castelo Branco, a revisão está em linha com o resultado das contas nacionais divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). – O balanço dos meses até agora, do primeiro semestre, e do mês de julho, apesar de alguns dados positivos, é negativo. Mantido o nível atual, o setor industrial mostrará retração em 2014. A não ser que haja uma recuperação mais expressiva, esta é a tendência: de o setor industrial mostrar queda de produção e de atividade – disse Castelo Branco.
Tags:
Edições digital e impressa