Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Perfil de presidente do ABN se evidencia em ofensiva na Itália

Quarta, 30 de Março de 2005 às 12:29, por: CdB

Ele já foi chamado de arrogante, impiedoso, inteligente e franco.

Quaisquer que sejam seus defeitos e virtudes, Rijkman Groenink, presidente-executivo do ABN AMRO, é um dos mais ambiciosos banqueiros europeus.

Sua disposição de assumir riscos e seu espírito decidido diante de críticas foram exibidos em sua plenitude na quarta-feira, quando o ABN AMRO ofereceu 6,3 bilhões de euros (8,14 bilhões de dólares) pela aquisição do Antonveneta .

A decisão é um desafio para a Itália e seus limites ao controle de bancos por estrangeiros, e os analistas acreditam que o ABN AMRO terá de enfrentar batalha renhida a fim de conquistar aprovação política e regulatória à sua oferta.

Mas Groenink não admite obstáculos -qualidade que lhe valeu o apelido "O Exterminador," na mídia holandesa, quando ele assumiu o comando do ABN AMRO, em 2000, e lançou um abrangente plano de reestruturação para modernizar as práticas de negócios da instituição.

- Duro, esperto, agressivo e brilhante. Um general com planos ambiciosos que conduzirá o ABN AMRO ao século 21 - disse a revista Intermediair sobre Groenink.

O executivo quer que o banco -cujas raízes remontam a 1824 e que controla marcas como a LaSalle, nos Estados Unidos, e o Banco Real, no Brasil- seja um dos cinco maiores em sua categoria, e disse que aquisições poderiam ser necessárias para atingir esse objetivo.

Por anos Groenink não faz segredo de seu desejo de expansão na Itália, onde o ABN AMRO detém 13 por cento do Antonveneta e nove por cento do Capitalia .

Groenink vem lutando contra o protecionismo, instando os políticos europeus a derrubar barreiras a tomadas de controle acionário transnacionais e culpando a política pelo atraso na consolidação de que o setor precisa.

Ele é conhecido por falar com franqueza e certa vez declarou que estava "de saco cheio" de práticas de negócios fraudulentas que causaram algumas das maiores falências da história, alguns anos atrás.

A fim de provar seu compromisso para com um mercado competitivo, o executivo anulou as cláusulas de defesa do ABN AMRO contra tomadas de controle indesejadas, no ano passado, eliminando as ações preferenciais.

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