Ele já foi chamado de arrogante, impiedoso, inteligente e franco.
Quaisquer que sejam seus defeitos e virtudes, Rijkman Groenink, presidente-executivo do ABN AMRO, é um dos mais ambiciosos banqueiros europeus.
Sua disposição de assumir riscos e seu espírito decidido diante de críticas foram exibidos em sua plenitude na quarta-feira, quando o ABN AMRO ofereceu 6,3 bilhões de euros (8,14 bilhões de dólares) pela aquisição do Antonveneta .
A decisão é um desafio para a Itália e seus limites ao controle de bancos por estrangeiros, e os analistas acreditam que o ABN AMRO terá de enfrentar batalha renhida a fim de conquistar aprovação política e regulatória à sua oferta.
Mas Groenink não admite obstáculos -qualidade que lhe valeu o apelido "O Exterminador," na mídia holandesa, quando ele assumiu o comando do ABN AMRO, em 2000, e lançou um abrangente plano de reestruturação para modernizar as práticas de negócios da instituição.
- Duro, esperto, agressivo e brilhante. Um general com planos ambiciosos que conduzirá o ABN AMRO ao século 21 - disse a revista Intermediair sobre Groenink.
O executivo quer que o banco -cujas raízes remontam a 1824 e que controla marcas como a LaSalle, nos Estados Unidos, e o Banco Real, no Brasil- seja um dos cinco maiores em sua categoria, e disse que aquisições poderiam ser necessárias para atingir esse objetivo.
Por anos Groenink não faz segredo de seu desejo de expansão na Itália, onde o ABN AMRO detém 13 por cento do Antonveneta e nove por cento do Capitalia .
Groenink vem lutando contra o protecionismo, instando os políticos europeus a derrubar barreiras a tomadas de controle acionário transnacionais e culpando a política pelo atraso na consolidação de que o setor precisa.
Ele é conhecido por falar com franqueza e certa vez declarou que estava "de saco cheio" de práticas de negócios fraudulentas que causaram algumas das maiores falências da história, alguns anos atrás.
A fim de provar seu compromisso para com um mercado competitivo, o executivo anulou as cláusulas de defesa do ABN AMRO contra tomadas de controle indesejadas, no ano passado, eliminando as ações preferenciais.
Perfil de presidente do ABN se evidencia em ofensiva na Itália
Quarta, 30 de Março de 2005 às 12:29, por: CdB