O líder direitista Benjamin Netanyahu será chamado a formar o próximo governo israelense, informou o gabinete do presidente Shimon Peres, que trabalha pela formação de um governo de coalizão entre os dois maiores partidos do país, o Likud e o Kadima.
Netanyahu, líder do partido Likud, se encontraria com o chefe de Estado às 14h15 (9h15 no horário de Brasília) para receber um convite oficial para formar um governo, disse a Presidência, dez dias depois de as eleições parlamentares não apontarem um vencedor claro. Netanyahu, que foi primeiro-ministro na década de 1990, terá seis semanas para montar um gabinete de coalizão.
O presidente Shimon Peres, reuniu-se separadamente na sexta-feira com os líderes dos partidos Likud (direita), Benjamin Netanyahu, e Kadima (centro), Tzipi Livni, para tentar convencê-los a formar um governo de união nacional, segundo uma porta-voz presidencial.
Ambos reivindicam o comando do governo depois da inconclusiva eleição do dia 10, no qual o Kadima elegeu 28 dos 120 deputados, um a mais do que o Likud, que no entanto tem mais condições políticas de se aliar a outros partidos de direita.
A imprensa israelense diz que a partir de domingo Peres pode convidar Netanyahu para formar o governo, caso o líder do Likud e Livni não cheguem a um acordo para compartilhar o poder. Seria a primeira vez, em 60 anos de história israelense, que o líder do partido mais votado não é chamado a comandar o governo.
Netanyahu diz que gostaria de formar uma coalizão com o Kadima e com o Partido Trabalhista (esquerda), que no entanto relutam em governar com o Likud. Para Netanyahu, a opção então seria se juntar com partidos religiosos e nacionalistas.
Mas, em declarações publicadas na sexta-feira, Livni disse que cogitaria formar uma gabinete integrado pelo Likud e pelo ultranacionalista Yisrael Beitenu, cujo líder Avigdor Lieberman saiu da eleição como provável fiel da balança.
Durante consultas com Peres na quinta-feira, cerca de 65 deputados, inclusive 15 do Yisrael Beitenu, recomendaram que Netanyahu seja indicado como primeiro-ministro.
O Kadima quer um rodízio entre Livni e Netanyahu no cargo, com dois anos para cada. O Likud insiste que o governo seja liderado só por Netanyahu, devido à vantagem dos partidos de direita no Parlamento.
Funcionários do Likud disseram ao jornal Maariv que Netanyahu tentaria convencer Livni a aderir a um governo likudista caso Peres o convide a formar a coalizão. Netanyahu já foi primeiro-ministro entre 1996 e 99, período em que a cidade de Hebron (Cisjordânia) foi parcialmente entregue aos palestinos.
Um governo que incluísse partidos religiosos e de direita deixaria Netanyahu de mãos atadas em questões de economia, diplomacia e processo de paz com os palestinos.
O Yisrael Beitenu disse defender uma coalizão ampla, para evitar que um governo exclusivamente direitista entre em atrito com o governo norte-americano, que promete se empenhar na criação do Estado palestino.
O Kadima diz que estaria disposto a abrir mão de partes da Cisjordânia ocupada em troca da paz, posição contrária à do Yisrael Beitenu e do Likud.
Netanyahu prefere estimular a economia da Cisjordânia em vez de tratar de questões espinhosas, como o futuro de Jerusalém e dos refugiados palestinos.
Peres tenta coalizão entre 2 maiores partidos em Israel
O líder direitista Benjamin Netanyahu será chamado a formar o próximo governo israelense, informou o gabinete do presidente Shimon Peres, que trabalha pela formação de um governo de coalizão entre os dois maiores partidos do país, o Likud e o Kadima.(Leia Mais)
Sexta, 20 de Fevereiro de 2009 às 07:06, por: CdB