O senador Jefferson Péres (PDT-AM), relator no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do processo contra o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) e candidato à Vice-presidência da República na chapa do pedetista Cristóvam Buarque, disse ser a favor de um roteiro comum de trabalho para os processos contra os três senadores acusados de envolvimento nas ações da máfia dos sanguessugas - Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) são os outros dois.
Jefferson Péres informou que se reunirá nesta terça-feira com o presidente do Conselho, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), e o vice, senador Demóstenes Torres (PFL-GO). Tratarão justamente do plano de trabalho com vistas às investigações. Enquanto Demóstenes quer que seja ouvido o sócio-proprietário da Planam Luiz Antonio Trevisan Vedoin, o senador pelo Amazonas prefere não emitir uma opinião neste momento.
- Vamos analisar a questão. Não quero agir sozinho, mas os fatos atribuídos aos três são muito semelhantes, e acredito que o roteiro de trabalho deva ser comum - disse.
Jefferson Péres esclareceu que, depois de iniciados formalmente os processos, os senadores acusados terão prazo de cinco sessões ordinárias do Senado para apresentarem defesa prévia, embora eles já o tenham feito quando do encaminhamento ao Conselho - pelo presidente do Senado, Renan Calheiros - do relatório parcial da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPI) dos Sanguessugas.
- Eles poderão declarar à CPI que valem as defesas prévias apresentadas anteriormente, mas não se pode fugir desse passo formal - observou o senador pelo PDT, que é oriundo do Poder Judiciário.