Um estudo feito na Universidade do Kansas, publicado na revista Archives of Neurology, indica que a perda de massa magra em pessoas com Alzheimer também está ligada à diminuição do volume do cérebro e do declínio de suas funções.
Os pacientes perdem peso antes do início dos sintomas aparentes da doença , como perda de memória e das funções cognitivas.
Essa perda de peso está relacionada ao início da demência e normalmente indica o avanço da doença.
Segundo os pesquisadores, apesar da obesidade na meia-idade ser um fator de risco para o desenvolvimento da demência em idades mais avançadas, o sobrepeso em idosos pode estar associado ao inverso, ou seja, com a diminuição dos riscos para a instauração do processo de demência.
A pesquisa sugere que mais importante do que medir o índice de massa corporal ou porcentagem de gordura no corpo, o nível de massa magra é um indicador mais direto do início da demência.
Os pesquisadores dizem que a perda de volume do cérebro e da massa magra parecem ser correlacionadas. A atrofia em uma delas, como nos músculos, por exemplo, indica o mesmo índice de perda na outra.
Os especialistas acreditam que a doença possa contribuir para o declínio da composição do corpo, talvez por conta do desequilíbrio do consumo energético do sistema nervoso e do consumo alimentar.