Pequim considerou, nesta quinta-feira, sem fundamento os pedidos de alguns setores dos EUA para adiar a aprovação de uma lei anti-secessão que poderia dar sinal verde a um ataque a Taiwan caso a ilha proclame sua independência.
- Se essa lei é promulgada é justamente com o objetivo de manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. - declarou, quinta-feira, Kong Quan, porta-voz do Ministério de Exteriores em entrevista coletiva.
Kong assinalou que sabia que "alguém em algum país pronunciou essas palavras sem nenhum tipo de fundamento".
Raymond F. Green, diretor da seção política do Instituto Americano em Taiwan (AIT, sigla em inglês) expressou ontem sua preocupação com uma escalada da tensão entre Pequim e Taipé por causa da aprovação desta lei.
A Assembléia Nacional Popular (ANP, Legislativo) da China realizará sua próxima reunião anual a partir de 5 de março e a mesma será centrada na aprovação da citada lei.
No entanto, hoje mesmo, o presidente taiuanês, Chen Shui-bian, e James Soong, líder opositor, assinaram um acordo histórico depois de seis anos de desavenças pelo que se comprometem a não declarar a independência formal da ilha.
Além disso, o porta-voz de Exteriores chinês criticou na entrevista coletiva a visita do ex-presidente dos EUA Bill Clinton no próximo domingo a Taiwan.
- Como antigo presidente deveria conhecer a posição da China no assunto de Taiwan e deveria honrar seus compromissos, que incluem a aceitação da política de uma só China. - assinalou Kong.
Os EUA reconhecem por um lado que Taiwan pertence à unidade territorial chinesa enquanto que, por outro, tem assinado um acordo com Taiwan para defender militarmente a ilha caso seja atacada.
Pequim considera infundadas críticas à lei anti-secessão
Quinta, 24 de Fevereiro de 2005 às 04:21, por: CdB