Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Pequeno produtor defende regularização fundiária na região Norte

Terça, 07 de Junho de 2011 às 10:56, por: CdB

Para o presidente do Conselho Nacional de Populações Extrativistas, Manoel Silva da Cunha, a criminalidade na região amazônica decorre da falta de políticas públicas e de regularização fundiária. “As políticas são direcionadas para 20% da Amazônia, onde há desmatamento. Para os 80% do extrativismo, não tem atuação governamental”, sustentou, durante comissão geral no Plenário da Câmara, sobre o aumento da violência e da impunidade no campo.

O ativista considera inadmissível que, em pleno século XXI, enquanto o Brasil tem metas ambiciosas de redução da degradação ambiental, “o lado da destruição responda matando quatro defensores da floresta”, se referindo aos recentes assassinatos de ambientalistas na região Norte.

Cunha parabenizou o governo pelas medidas anunciadas para combater a violência no campo, principalmente na Amazônia, mas questionou o fato das ações serem tomadas apenas depois da morte de trabalhadores. “Foi assim com Chico Mendes, com José Cláudio. O governo só aparece quando alguém tomba. Viemos pedir, em nome dos que ainda estão vivos, que isso não aconteça mais”, disse.

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Tempo real:16:37 - Populações extrativistas pedem ações de desenvolvimento nos estados16:29 - Câmara deve votar até amanhã aumento de pena para crime de milícia16:25 - Maior parte de crimes no campo não é punida, afirma ministra16:10 - 12 grupos de trabalho estudam situação fundiária do Pará16:06 - Plano contra violência no campo começa na próxima semana, diz Cardozo11:04 - Câmara discute medidas contra violência no campoReportagem - Maria Neves
Edição - Daniella Cronemberger

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