Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Pentágono diz que grandes confrontos já acabaram

Terça, 15 de Abril de 2003 às 16:05, por: CdB

Na segunda-feira, o Pentágono declarou que as grandes operações de combate no Iraque haviam sido encerradas com a tomada de Tikrit, o último ponto de resistência do governo de Saddam Hussein. O secretário de Estado Colin L. Powell, enquanto isso, acusou a Síria de abrigar oficiais refugiados do governo de Saddam Hussein e ameaçou Damasco com sanções diplomáticas e econômicas. Outros oficiais do governo acusaram a Síria de apoiar terroristas e produzir armas químicas e biológicas. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, usou uma linguagem mais áspera, chamando a Síria de "um país criminoso" e seu presidente, Bashar al-Assad, um "líder não desafiado", que agora tem a chance de ser um líder que toma as decisões corretas. Oficiais de dentro e fora do governo disseram que familiares de Saddam fugiram do Iraque para a Síria nas últimas semanas, uma alegação negada pelas autoridades sírias. Oficiais americanos também expressaram alarme quanto a probabilidade de desenvolvimento de armas químicas, apesar de Damasco negar. Como um exemplo das relações entre o grupo guerrilheiro libanês Hezbollah e o governo sírio, os americanos disseram que evidências mostram que membros do Hezbollah entraram no Iraque cruzando a fronteira síria. Em Damasco, os alertas do governo, combinados com a presença do exército americano no Iraque, deixou muitas pessoas tensas. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, alertou que "as recentes declarações direcionadas a Síria não devem contribuir para uma maior desestabilização em uma região já afetada pela guerra no Iraque". Ele disse ainda que "qualquer alegação de ameaça à paz e segurança internacionais deve ser dirigida de acordo com as provisões" do Capítulo da ONU. As autoridades do Pentágono afirmaram que não há planos de atacar a Síria, e que o enfoque das Forças Armadas, agora que os principais combates haviam acabado, consistia em enviar algumas tropas para os EUA e posicionar outras no Iraque, que atuariam em missões de longo prazo de manutenção da estabilidade. "Eu anteciparia que os grandes combates acabaram, porque as principais unidades iraquianas deixaram de apresentar coerência", afirmou o general Stanley A. McChrystal, porta-voz do Pentágono, para os repórteres. "Haverá a necessidade da presença das tropas por algum tempo. Mas claramente, as necessidades para assuntos civis, organizações de engenharia, polícia militar serão significativas". Um oficial disse que Jaffar al-Jaffer, chefe do programa nuclear iraquiano, se entregou aos soldados americanos e está sob custódia dos EUA, apesar de não determinar a quem ele se entregou, ou onde está sendo mantido. Com o Iraque e suas fronteiras ainda pouco seguras, Powell ecoou os alertas do presidente Bush, que exigiu a cooperação síria no rastreamento de líderes iraquianos fugitivos. "Diante deste novo ambiente, eles devem revisar suas ações e seu comportamento", disse Powell sobre os sírios, depois de um encontro, em Washington, com o ministro das Relações Exteriores do Kuwait, o xeque Mohammad al-Salem al-Sabah, "não apenas a respeito sobre quem será abrigado na Síria e armas de destruição em massa, mas especialmente sobre o apoio à atividade terrorista". Não está claro quantas tropas permaneceriam no Iraque e por quanto tempo. Mas os sinais de mudança nas funções eram evidentes e indicavam uma nova fase da operação, em que as forças terrestres assumirão deveres de manutenção da paz, mesmo que os combates continuem para a eliminação de remanescentes das Forças Armadas iraquianas e das forças paramilitares. As forças americanas já estavam sendo preparadas para a nova missão. A 1ª Divisão Blindada não será acompanhada por sua artilharia. A 1ª Divisão de Cavalaria não deve ser levada para o Iraque, com exceção para cerca de 700 policiais militares, especialistas em assuntos civis e outros profissionais que possam ajudar na reconstrução do Iraque. Cerca de 1,800 especialistas em assuntos civis já

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