Uma investigação do Pentágono e documentos divulgados recentemente confirmam os relatos de detentos de que investigadoras usaram táticas sexuais na prisão da base norte-americana de Guantánamo (Cuba), disse o jornal The Washington Post nesta quinta-feira.
Pelo menos oito prisioneiros, por meio de documentos ou de advogados, acusaram investigadoras de violar tabus muçulmanos a respeito do sexo e do contato com as mulheres. Essas oficiais, por exemplo, esfregaram seus corpos contra os dos homens e os tocaram de forma provocativa, afirmou o jornal.
A investigação do Pentágono sobre o centro de detenção de Guantánamo e as técnicas de interrogatório usadas em todo o mundo por suas forças não foi divulgada publicamente, disse o Post. Mas uma autoridade do Departamento de Defesa familiarizada com o documento teria dito à publicação que a investigação confirmava as acusações feitas pelos prisioneiros.
A autoridade, que não quis ter sua identidade revelada, disse ao Post que a investigação tinha confirmado um caso em que uma interrogadora do Exército usou uma camiseta apertada para provocar desconforto em um detento de Guantánamo. Também foram confirmados outros casos em que as investigadoras tocaram os detentos de forma desrespeitosa, afirmou a autoridade.
Duas investigadoras, segundo o Post, teriam sido advertidas por terem se envolvido nesse tipo de atos.
O coronel David McWilliams, porta-voz do Comando do Sul dos EUA em Miami, responsável pelas operações na baía de Guantánamo, afirmou ao jornal ser cedo para fazer comentários sobre o caso. Uma segunda investigação sobre os abusos cometidos na base militar ainda não foi concluída.