Fontes do Pentágono admitiram na segunda-feira a existência de uma nova unidade secreta de inteligência no exterior desde 2003, depois de oficialmente, sob a autoridade do secretário da Defesa Donald Rumsfeld, ter negado a informação.
As missões de inteligência no exterior são executadas por um grupo anteriormente desconhecido dentro do Pentágono, denominado Unidade de Apoio Estratégico, sob a autoridade da Agência de Investigação do Pentágono (DIA, em inglês), disse um funcionário na segunda-feira, sob a condição de anonimato.
Segundo as fontes, as equipes, integradas por funcionários, tradutores, analistas e investigadores, trabalham em coordenação com os membros das forças especiais em missões específicas com o objetivo de melhorar a capacidade de "investigação humana", como as que provocaram falhas dos Estados Unidos na preparação da guerra no Iraque.
- A intenção desta ajuda é fornecer mais informação de inteligência em tempo real para as operações militares em campo, como Afeganistão e Iraque. A captura de Saddam Hussein precisou de muita espionagem refinada. - afirmou o mesmo funcionário.
O Pentágono havia desmentido na segunda-feira as especulações da imprensa a respeito da criação de uma nova agência de espionagem sob o controle direto do secretário de Defesa.
- Não há nenhuma unidade que responda diretamente ao secretário de Defesa para operações clandestinas, como a descrita na reportagem do Washington Post de 23 de janeiro de 2005. - afirmou o porta-voz do Pentágono, Larry DiRita.
O <i>Washington Post</i> relatou no domingo que o Pentágono havia criado uma unidade de espionagem encarregada de obter informações de inteligência no exterior, sob o controle direto de Rumsfeld.
Segundo o jornal, que citou documentos e entrevistas com participantes, a agência se chamaria Departamento de Apoio Estratégico e teria atuado secretamente durante dois anos no Iraque e no Afeganistão, além de outros locais que as fontes do jornal não revelaram.
Também de acordo com o Post, a nova agência secreta de espionagem teria sido planejada para fornecer a Rumsfeld ferramentas para as chamadas tarefas de inteligência humana, como interrogatório de prisioneiros e recrutamento de espiões estrangeiros, atividades que DiRita reconheceu em seu comunicado de segunda-feira.
Pentágono admite existência de espiões no exterior
Terça, 25 de Janeiro de 2005 às 05:26, por: CdB