Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Pentágono adia por seis meses contrato com a Boeing

Terça, 25 de Maio de 2004 às 19:02, por: CdB

O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, adiou por seis meses a aprovação de um contrato com a Boeing para a compra de 100 aviões 767 de reabastecimento em vôo, anunciou o Pentágono.

O contrato, por 23 bilhões de dólares, é uma das principais dores de cabeça da Força Aérea, mas também uma questão fundamental no saneamento financeiro da Boeing.

A decisão de Rumsfeld foi baseada parcialmente em recomendações feitas neste mês pelo Conselho de Ciência do Pentágono, segundo indicou a secretaria de Defesa em um comunicado.

Esse conselho considerou que a atual frota de aviões KC-135 de reabastecimento em vôo, que tem cerca de 40 anos de idade, pode ser modernizada com garantias e a menores custos dos que foram previstos inicialmente, acrescentou.

"O problema de corrosão nos KC-135 pode ser controlado e o aumento dos custos de manutenção da frota pode não ser tão grande como em cálculos prévios", acrescentou o comunicado.

O programa com a Boeing previa inicialmente o aluguel a longo prazo com opção de compra dos aparelhos, o que recebeu duras críticas de membros do Congresso, que consideravam que a operação era mais cara que a aquisição direta dos aviões.

Finalmente, o programa foi modificado para comprar diretamente a maioria dos aviões e só alugar uma pequena parte.

No entanto, os contratos da Boeing com o Pentágono foram postos a análise enquanto se averiguavam as atividades de Darleen Druyun, ex-subsecretária adjunta da Força Aérea para aquisições.

Druyun, deixou o cargo para trabalhar na Boeing e esteve negociando seu passe ao mesmo tempo em que se encarregava de trabalhar em contratos com a empresa, especialmente o dos aviões de reabastecimento.

Em abril, Druyun se declarou culpada de conspiração ante um tribunal federal de Alexandria (Virgínia), e pode ser condenada a um máximo de cinco anos de prisão e ao pagamento de 250.000 dólares de multa.

O caso de Druyun já levou, em seu momento, à demissão do anterior presidente da Boeing, Philip Condit, e do responsável financeiro pela empresa, Michael Sears.

Tags:
Edições digital e impressa