Quase um ano após o acidente que deixou a atleta Laís Souza tetraplégica, foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União a concessão da pensão especial, mensal e vitalícia à ex-ginasta. De acordo com o texto, ela receberá R$ 4.390, valor equivalente ao teto da Previdência Social.
Laís sofreu uma lesão na medula no dia 27 de janeiro do ano passado, quando treinava na cidade norte-americana
Quase um ano após o acidente que deixou a atleta Laís Souza tetraplégica, foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União a concessão da pensão especial, mensal e vitalícia à ex-ginasta. De acordo com o texto, ela receberá R$ 4.390, valor equivalente ao teto da Previdência Social.
Laís sofreu uma lesão na medula no dia 27 de janeiro do ano passado, quando treinava na cidade norte-americana de Salt Lake City para as competições de esqui aéreo na Rússia. A atleta perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo.
Ela também já fez parte da equipe olímpica de ginástica e defendeu o Brasil em diversas competições internacionais.
A ginástica, de 26 anos, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2004 (Atenas) e 2008 (Pequim). Depois, trocou a ginástica artística pelo esqui acrobático, o acidente aconteceu quando ela se preparava para os Jogos Olímpicos de inverno de 2014, que foram disputados em Sochi (Rússia).
A pensão vitalícia à ex-atleta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados (em junho) e pelo Senado (em dezembro). Faltava apenas a sanção de Dilma Rousseff para o mecanismo ser oficializado. O valor estipulado é o máximo para esse tipo de auxílio mediante regime de previdência social. A despesa sairá do programa orçamentário de indenizações e pensões especiais da União, e o benefício não será repassado a eventuais herdeiros da atleta.
A proposta de pensão para Lais é de autoria dos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). A principal alegação para a criação do benefício é que a ex-ginasta é de uma família humilde de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e precisa custear o processo de recuperação.
- Não resta dúvida de que é necessária e urgente a obtenção de uma fonte permanente de subsistência - escreveu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), relator do projeto.
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