Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Pênalti salva o Flu de vexame

Domingo, 06 de Julho de 2003 às 17:19, por: CdB

Se não fosse o gol de pênalti marcado por Carlos Alberto, aos 28 minutos do segundo tempo, o torcedor do Fluminense estaria lamentando o tempo e o dinheiro gasto neste domingo. Isso porque o duelo tricolor com o Bahia foi de baixo nível técnico e teve lances que beiraram o ridículo. Mas valeu a vitória por 1 x 0, que pôs o melhor carioca no Brasileirão em 11º lugar, com 22 pontos. Na próxima rodada, a equipe baiana, que ocupa a 18ª colocação, com 19 pontos, receberá o Guarani, quarta-feira, na Fonte Nova. No dia seguinte, o Fluminense enfrentará a Ponte Preta no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O jogo foi de doer os olhos no primeiro tempo. De começo, um erro da arbitragem, logo aos 4 minutos. Após falta cobrada pela direita, Luís Alberto, de cabeça, concluiu para a rede. Porém, o auxiliar enxergou impedimento e o gol foi anulado. Depois, o que se viu foi o inoperante time da casa tropeçar nas próprias pernas ao se lançar ao ataque, esbarrando na razoavelmente bem armada defesa baiana. Como o meio-campo e o ataque do Fluminense eram inoperantes, sobrou para o zagueiro Rodolfo tentar abrir o placar. Aos 14 minutos, cobrou falta por cima do travessão. Aos 33, disparou tiro de longe e a bola passou perto da trave direita. Para dizer que Emerson não fez uma só defesa, deteve com alguma dificuldade o chute da meia-lua de Marcelo, aos 40 minutos. Já o Bahia assustou o goleiro adversário apenas uma vez, aos 26 minutos, quando Lino, de falta, tirou tinta da trave direita. Quando a fase inicial enfim terminou, o Maracanã foi tomado por justas vaias da torcida, que, como não poderia deixar de ser, manteve-se irritada durante todo o intervalo. Enganou-se quem imaginava que a etapa final não poderia ser pior. Aos 7min, Lopes teve liberdade para o chute e mandou a bola mais perto da bandeira de córner do que da meta defendida por Emerson. Mais dois minutos e o goleiro finalmente foi exigido, espalmando a falta cobrada por Carlos Alberto. O Fluminense até que tentava, mas a pressão quase sempre terminava em lances bizarros. Aos 12, Júnior César cruzou da esquerda na cabeça de Marcelo, que acertou as nuvens. Aos 15, Lopes arriscou de novo e, desta feita, carimbou o companheiro Marcelo. A melhor chance de o Tricolor carioca abrir o placar se deu aos 19 minutos, quando Carlos Alberto completou de cabeça o cruzamento de Júnior César, quase acertando o ângulo direito. A resposta foi cômica e deveria ter valido um prêmio para Luís Alberto, que dominou na área e conseguiu o que Lopes não teve competência para fazer: acertou a bandeirinha de córner. Aos 25, o Bahia também teve sua grande oportunidade de sair do Maracanã com a vitória, mas Nonato demorou a concluir diante do goleiro Kléber, que fechou o ângulo e fez a defesa. Pagou caro por isso... Dois minutos depois, Accioly cometeu pênalti desnecessário no garoto Rodrigo Tiuí e ainda foi expulso. Na seqüência, Carlos Alberto acertou o canto direito, dando a vitória ao Fluminense. FLUMINENSE 1 x 0 BAHIA Fluminense Kléber, Johnathan (Jancarlos), Zé Carlos, Rodolfo e Júnior César; Marcão, Marciel, Carlos Alberto e Alex Oliveira (Rodrigo Tiuí, depois Djair); Lopes e Marcelo. Técnico: Renato Gaúcho Bahia Emerson, Fabiano, Accioly, Luiz Fernando e Lino; Jair (Marcelo Nicacio), Otacílio, Neto e Luís Alberto (Valdomiro); Jean Carlo (Danilo) e Nonato. Técnico: Evaristo de Macedo Data: 6/7/2003 (domingo) Local: Maracanã, no Rio de Janeiro Renda: 51.855,00 Público: 4.543 pagantes Árbitro: Elvécio Zaquetto (MT) Auxiliares: Alécio Aparecido Lezzo (MT) e Paulo César Pedreira de Freitas (MT) Cartões amarelos: Fabiano, Neto, Accioly, Emerson, Rodrigo Tiuí, Otacílio, Carlos Alberto e Valdomiro Cartão vermelho: Accioly, aos 27min do segundo tempo. Gol: Carlos Alberto, aos 28min do segundo tempo.

Tags:
Edições digital e impressa