Pelo menos vinte pessoas morreram e vinte ficaram gravemente feridas na explosão e posterior incêndio de um oleoduto em uma localidade do estado de Rivers no sudeste da Nigéria, informaram hoje, terça-feira, os meios de comunicação locais, que citam fontes oficiais.
O acidente ocorreu ontem, quando alguns habitantes de Afam-Itan, povoado do distrito de Oyigbo, próximo ao local da tragédia, recolhiam combustível de um vazamento no oleoduto, que, por causas ainda desconhecidas, explodiu, disseram porta-vozes da polícia.
Embora as fontes policiais tenham cifrado o número de mortos em cinco, o Comissariado para Energia e Recursos Naturais de Rivers, Ndubisi Nwankwo, confirmou as vinte vítimas mortais e especificou que os feridos, com graves queimaduras, foram internados em vários hospitais da área.
Os oleodutos nigerianos são freqüentemente perfurados por delinqüentes que roubam os combustíveis e os vendem no mercado negro, mas também são sabotados por grupos tribais e ecologistas que mantêm disputas com as multinacionais petroleiras que operam na região.
A Nigéria, o maior produtor de petróleo da África e sexto mundial, é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que lhe fixou uma cota de extração diária de 2,1 bilhão de barris.
A riqueza petrolífera da região não beneficia, no entanto, a população da área, que convive com o risco que perfurar um oleoduto implica.
O pior caso foi o registrado em 1998, quando mais de mil pessoas morreram queimadas em uma explosão no oleoduto na localidade de Jesse, situada 270 quilômetros ao sudeste de Lagos, a capital econômica nigeriana.