Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Pelé: Brasil não pode fazer papel ridículo na preparação da Copa

O atraso nas obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014 é uma situação lamentável, e o Brasil não pode ter um papel "ridículo" na organização do Mundial, alertou Pelé. A demora nos trabalhos já levou o governo a se comprometer a acelerar as obras nos 12 estádios onde a Copa será disputada.

Segunda, 16 de Maio de 2011 às 07:22, por: CdB
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O atraso nas obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014 é uma situação lamentável, e o Brasil não pode ter um papel "ridículo" na organização do Mundial, alertou Pelé neste domingo. A demora nos trabalhos já levou o governo a se comprometer a acelerar as obras nos 12 estádios onde a Copa será disputada. A promessa de mudar o ritmo da preparação aconteceu depois que o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, demonstrou publicamente a sua preocupação com o atraso nas obras. – Alguns lugares como o Estado de São Paulo, que é a maior capital do futebol no Brasil, me parece que não vão terminar o estádio a tempo da Copa das Confederações, que é quando os testes dos estádios acontecem. Isso é algo preocupante e muito triste para nós –, disse Pelé em coletiva de imprensa em Santiago do Chile. – Fico com a impressão que o governo do Brasil está com muitos problemas com a Copa, e isso é uma pena. O Brasil não pode fazer um papel ridículo quando se fala em futebol –, acrescentou o ex-campeão de mundo como jogador na Suécia-1958, Chile-1962 e México-1970. Um dos casos emblemáticos dos atrasos das obras está em São Paulo, onde as obras para construção do estádio do Corinthians ainda não começaram com apenas três anos para o Mundial. O Brasil organiza em 2013 a Copa das Confederações, torneio em que participam as seleções campeãs das seis confederações que compõem a Fifa, e além disso, os Jogos Olímpicos de 2016 serão no Rio de Janeiro. – Eu chamei a atenção para a Copa do Mundo dos Estados Unidos (1994), que não é um país de futebol. Foi a melhor organização que tivemos em um Mundial na história, o que foi dito pela própria Fifa, e agora no Brasil não podemos passar vergonha –, acrescentou Pelé.
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