Rio de Janeiro, 07 de Janeiro de 2026

Pela ordem: A quem estamos querendo enganar

Nem é o caso de se ver qual foi a vereda de poder que facultou essa invasão. Em 1964 ficou claríssimo que foi a covardia militar que cedeu aos EUA o mando que lhes permitiu usar e abusar de tudo

Sexta, 05 de Maio de 2017 às 11:53, por: CdB

Nem é o caso de se ver qual foi a vereda de poder que facultou essa invasão. Em 1964 ficou claríssimo que foi a covardia militar que cedeu aos EUA o mando que lhes permitiu usar e abusar de tudo

 

Por Maria Fernanda Arruda - do Rio de Janeiro

 

Para que se possa equacionar solução ao caos que se instalou no país é necessário, e lógico, que se adotem verdades.

Afinal... Estamos querendo enganar outros e a nós mesmos? Faz-se necessário que reconheçamos a perda de nossa independência e estamos invadidos!
Nem é o caso de se ver qual foi a vereda de poder que facultou essa invasão. Em 1964 ficou claríssimo que foi a covardia militar que cedeu aos EUA o mando que lhes permitiu usar e abusar de tudo.

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Maria Fernanda Arruda é colunista do Correio do Brasil, sempre às sextas-feiras

Mas isso é capítulo já lido e cuja vergonha ficou irrecuperável. Hoje se vê que os togados estão na direção e coordenação do golpe que roubou os votos e esperanças dos brasileiros e, pior, colocou a escumalha moral do pais a dirigi-lo.

Mas sabemos que os 'probos e augustos' togados nem se dão a despertar e levantar de seus tronos acolchoados. Têm sua tropa de muares já fixada por cooptação anterior de negociações escusas.

Vimos isso pela evidência com que manipularam os passos do Eduardo Cunha, promovendo o ritual para o ridículo espetáculo de cassação da presidenta. Vimos também a vexaminosa participação do presidente do STF em legar ao senado a prerrogativa de dizer o direito no caso, como se fosse dar bananas a macacos.

‘Imbróglio’

Mas, igualmente temos de registrar que a tudo antecedeu a imposição do inimigo invasor na colocação de seu braço sabotador de um togado instruído em suas escolinhas de sabujos, do ora famigerado juiz. Este, com a missão de sabotar tudo o que se referisse ao nosso progresso em exploração do pré-sal e adjacências de energia (campo em que a Petrobras se dedica). Essa era a ponte levadiça que permitiria seus passos de domínio total. 

Sob intensa cobertura da mídia leviana em seu domínio histórico, tudo ficou fácil. Controle de mentes via propaganda e de ritos pelas togas...  Hoje estamos repetindo a situação da França quando invadida por Hitler. Um fantoche desprezível faz representação de Petain, sob fiscalização do incrível Gilmar. Ele, que manipula seus cordões e transformou o Brasil entre colaboracionistas (psdb+fiesp+ fardados e togados) e os surpresos outros que nem creem que sua justiça e demais instituições foram envolvidas nesse 'imbróglio’. Mas, vagarosamente, estão formando em 'maquis' ou resistentes.  

Porém, os resistentes da França tinham apoio de forças aliadas que acolheram o 'vivo' De Gaule, que fugiu dos alemães e pousou no regaço inglês podendo, em agradecimento, oferecer os serviços de seus patrícios. Fornecendo-lhes, assim, meios de combate. 

País submisso

Aqui estamos, ainda, no mato sem cachorro. Parece luta de Daví e Golias em que a sociedade figura com Davi e sem uma funda para se nivelar ao inimigo. Enquanto isso, o Petain faz o jogo total do invasor, colocando o pre-sal às suas ordens. Perseguindo lideranças que lhes sejam contrárias. Criando legislação que lhe dê facilidade de tomar conta de tudo — terras, subsolo, minérios, indústrias, estudos e mesmo:o retorno de escravização. 

O país submisso desfaz seus contatos úteis ao progresso como BRICS, coloca estúpidos capachos em suas relações internacionais e mais outros em tudo que seja de seu interesse. Viramos uma República de Vichy sob manobras de invasor que concede direito de obedecer suas ordens. Como lá, em que os franceses tinham de pagar os gastos dos militares da ocupação, aqui já usam a mão de obra local. Paga-se pelo erário e dão aumento salarial aos colaboracionista .

Cabe a pergunta: quando teremos a independência do Brasil?

Maria Fernanda Arruda é escritora, ativista digital e colunista do Correio do Brasil.

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Edições digital e impressa