Bancada conservadora não reconhece Ollanta Humala como presidente do Peru por juramento perante a constituição de 1979
Por: Brunna Rosa, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 29/07/2011, 13:47
Última atualização às 13:47
TweetLima (Peru) - Durante a cerimonia deposse de Ollanta Humala no congresso, parlamentares ligados aofujimorismo protagonizaram cenas vaias e gritos durante a sessãosolene que empossava Humala a presidência do país. Na ocasião,Humalajurava cumprir a constituição de 1979 e não a CartaMagna oficialmente em vigor, de 1993, promulgada por Alberto Fujirmori.
A sessão foi interrompidas diversasvezes pelas vaias dos parlamentares fujimoristas e também peloapoio da bancada governista. Martha Chavez, a principal referência fujimorista no congresso peruano, declarouque o país está "sem presidente e vice" uma vez que o juramentofoi realizado a partir de uma constituição não vigente.
Logo após amanifestação, uma página no Facebook chamada de “VerguenzaNacional” foi criada, se denominando “um coletivo que rechaça e repudia asdeclarações e o comportamento, atitudes de expressão máxima darepresentante do fujimorismo”.
Em menos de 24 horas, 8460 pessoas“curtiram” a página e já existe um movimento propondo umamanifestação contra o autoritarismo representado pelosparlamentares. A organização social, Noa Keiko, que defende o fim da impunidade do período fujimoristano país estuda aderir ao movimento.
Para opresidente do Tribunal Constitucional – equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil –, Carlos Mesía, declarou que ojuramento de Ollanta Humala é constitucional. “Avalio que opresidente fez um bom juramento a constituição de 1979, porém éobvio que tem de respeitar a de 1993”, avaliou o jurista.
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