Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Pela devolução aos palestinos do que é deles

Terça, 07 de Dezembro de 2010 às 15:45, por: CdB

Todo apoio à decisão da Argentina de, menos de uma semana após o Brasil adotar idêntica posição, reconhecer o Estado palestino dentro das fronteiras vigentes antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel tomou, na marra, e incorporou áreas como a Cisjordânia e o setor oriental de Jerusalém, nunca restituídas aos palestinos, além de territórios também do Egito e da Síria.

O reconhecimento decidido pela presidenta Cristina Kirchner atende a pedido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas feito em recente visita à Buenos Aires e a Brasília.  A decisão argentina, a exemplo da brasileira, deixa clara a total discordância dos dois países ante a política de colonização da Cisjordânia ocidental praticada por sucessivos governos de Israel.

É um reconhecimento público dos dois países, passado ao mundo mais uma vez, de que Israel em sua posição de ocupação dos teritórios palestinos contraria a legislação internacional, inúmeras resoluções da ONU e, na prática, faz uma anexação de fato desses territórios ou os transforma em colônias de israelenses, nos moldes dos protetorados que existiam na África do Sul durante o odioso regime de segregação racial condenado por toda a comunidade internacional.

Ao proceder a esse reconhecimento e considerar imprescindíveis as negociações entre Tel-Aviv e a Autoridade Nacional Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito, os governos de Brasília e de Buenos Aires reafirmam suas posições em favor de um Estado palestino democrático, geograficamente coeso e economicamente viável, que viva em paz com o Estado de Israel.

Além de reafirmarem seus compromissos com as deliberações da Assembléia Geral da ONU presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha,  que criou o Estado de Israel em 1948, prevendo, também, o estabelecimento da pátria, da terra palestina.



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