Reportagem da Folha de S.Paulo no fim de semana diz que a pouco mais de um mês do início da nova legislatura estadual o PT já fez um acordo e aderiu à recondução do deputado Barros Munhoz (PSDB) à presidência da Assembléia Legislativa.
Em São Paulo o início da legislatura é a 15 de março, posse dos novos deputadosestaduais, e não a 1º de fevereiro como no Congresso Nacional e em diversos outros Estados. A Folha diz que a adesão ocorreu em "troca" de participação na Mesa "em funções estratégicas na Casa".
Não há "troca" nenhuma Folha de S.Paulo! É, simplesmente, o respeito ao critério da proporcionalidade, que há várias e várias legislaturas vigora na Assembléia Legislativa e é praxe em todos os demais legislativos do país.
O PT respeita o critério da proporcionalidade
No Congresso Nacional este critério acaba de ser seguido, com a eleição do deputado Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara e a do senador José Sarney (PMDB-AP) para a do Senado. Os dois se elegeram exatamente dentro do critério da proporcionalidade, por ser o PT o maior partido da Câmara e o PMDB o maior do Senado.
Pela proporcionalidade e por ser a maior bancada na Assembléia Legislativa - elegeu 24 deputados, contra 23 do PSDB, 2ª maior bancada na Casa - o PT, na verdade, teria o direito de indicar o presidente do legislativo paulista, mas perdeu a eleição para governador.
O fato de ter a maior bancada não quer dizer que tenha maioria em plenário. Esta, em São Paulo, é formada pelo governo tucano e aliados. Assim, a bancada do PT na Assembléia paulista, simplesmente em respeito ao critério da proporcionalidade, participa da composição da Mesa, na qual deverá ocupar a 1ª e a 4ª secretarias.
Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026
Edições digital e impressa