Na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos em que aconteceu a acareação do presidente do Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresas (Sebrae), Paulo Okamoto, e o ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, o presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PB), disse que existem divergências entre o que foi dito no depoimento de cada um deles.
- Esperamos que essas divergências e contradições sejam esclarecidas. Esse é o objetivo da acareação - disse.
Efraim disse ainda que, dependendo do que for dito à CPI, poderá reconsiderar um pedido de quebra de sigilo de Okamoto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre o pagamento de R$ 29,4 mil que Okamoto admitiu ter feito ao PT para quitar uma dívida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Efraim disse que o assunto já foi tratado.
- Isso vai constar do relatório do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Tenho certeza de que o Ministério Público explorará esse assunto quando receber todas as investigações da CPI - afirmou.
Para Efraim, no entanto, Okamoto ainda rersiste em explicar a origem do dinheiro usado para pagar o empréstimo.
- O que o senhor Paulo Okamoto não quer é que nós possamos buscar a origem desse dinheiro através da quebra de seu sigilo - acrescentou.
Sobre a garantia que Okamato recebeu do STF para que seus advogados participem da reunião, Efraim acredita que isso não irá atrapalhar a acareação.
- O advogado vai poder orientar como sempre pôde. Vamos manter o ritmo normal - acredita.
O STF também garantiu a Okamoto responder apenas a perguntas que esclareçam pontos de divergência de declarações dadas anteriormente pelos acareados, relativas ao objeto da investigação da CPI.
- À medida que ele foi ficando calado, em determinados assuntos, se vai confessando a culpa - disse Efraim.