Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Pefelista quer pedir quebra de sigilo de amigo do presidente

Durante reunião da CPI dos Bingos, o presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PB), cogitou pedir ao Supremo Tribunal Federal a quebra de sigilo de Paulo Okamoto, presidente do Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresas (Sebrae) e amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Leia Mais)

Terça, 04 de Abril de 2006 às 10:02, por: CdB

Na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos em que aconteceu a acareação do presidente do Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresas (Sebrae), Paulo Okamoto, e o ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, o presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PB), disse que existem divergências entre o que foi dito no depoimento de cada um deles.

- Esperamos que essas divergências e contradições sejam esclarecidas. Esse é o objetivo da acareação - disse.

Efraim disse ainda que, dependendo do que for dito à CPI, poderá reconsiderar um pedido de quebra de sigilo de Okamoto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre o pagamento de R$ 29,4 mil que Okamoto admitiu ter feito ao PT para quitar uma dívida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Efraim disse que o assunto já foi tratado.

- Isso vai constar do relatório do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Tenho certeza de que o Ministério Público explorará esse assunto quando receber todas as investigações da CPI - afirmou.

Para Efraim, no entanto, Okamoto ainda rersiste em explicar a origem do dinheiro usado para pagar o empréstimo.

- O que o senhor Paulo Okamoto não quer é que nós possamos buscar a origem desse dinheiro através da quebra de seu sigilo - acrescentou.

Sobre a garantia que Okamato recebeu do STF para que seus advogados participem da reunião, Efraim acredita que isso não irá atrapalhar a acareação.

- O advogado vai poder orientar como sempre pôde. Vamos manter o ritmo normal - acredita.

O STF também garantiu a Okamoto responder apenas a perguntas que esclareçam pontos de divergência de declarações dadas anteriormente pelos acareados, relativas ao objeto da investigação da CPI.

- À medida que ele foi ficando calado, em determinados assuntos, se vai confessando a culpa - disse Efraim.

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