Rio de Janeiro, 17 de Abril de 2026

Pefelista acusado de fraude tem sido confundido com petista histórico

A maré não anda boa para o PT em matéria de ética. Mas o deputado que aparece nas fotos como acusado de desviar combustíveis não é o petista Luiz Eduardo Greenhalgh, e sim seu sósia Francisco Rodrigues, do PFL de Roraima. (Leia mais)

Terça, 25 de Abril de 2006 às 14:43, por: CdB

Semelhança incômoda

O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh é um petista histórico. Como outros, com o tempo foi se acomodando. Quando do assassinato do prefeito Celso Daniel, em 2002, deu cobertura a Sérgio Sombra, orientando seus depoimentos. Como se sabe, Sombra foi acusado pelo Ministério Público de participar no assassinato de Celso Daniel. Depois, Greenhalgh foi derrotado por Severino Cavalcanti na eleição para a presidência da Câmara e submergiu. Agora, aparentemente voltou aos jornais em situação incômoda. Mas, desta vez, não tem culpa de nada. As fotos que ilustram as matérias sobre desvio de combustível por parlamentares não são dele, mas de um deputado que é seu sósia: Francisco Rodrigues do PFL de Roraima.

 

Frase do dia

Ela é do deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) sobre o presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, que não sai do lugar, mas espera crescer "devagar e sempre" nas pesquisas. Disse Devanir: "Nesse ritmo, o ex-governador ficará competitivo em 2010. Ou talvez tenha alguma chance já em 2008, na eleição para prefeito de Pindamonhangaba".

 

TV digital e concessões

As questões mais importantes relacionadas com a TV digital estão pouco presentes no debate: 1) se a possibilidade de se ter mais canais abertos será explorada desde já ou não, e 2) como se dará a distribuição das novas concessões. As emissoras que já detêm concessões querem, com o apoio do ministro Hélio Costa, manter a situação de virtual monopólio e fechar a porteira. Sua alegação de que o mercado publicitário não comporta a entrada de concorrentes é de morrer de rir.

 

Concessões e transparência

Diante da possibilidade de se distribuir mais canais de rádio e TV, vale a pena lembrar o passado e insistir na importância de critérios transparentes. Entre 1985 e 1988 Sarney distribuiu mais de mil concessões de rádio e TV para conseguir a prorrogação de seu mandato. Depois, FHC usou uma brecha legal para distribuir - por portaria do Ministério das Comunicações - estações retransmissoras de televisão (RTV) sem passar pelo Congresso. Até setembro de 1996, distribuiu 1848 licenças de RTV, das quais quase 300 para entidades de políticos que votaram a emenda da reeleição.

 

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