O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) se tornou o quarto peemedebista a declarar seu voto pela cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Outros três colegas de partido já tinham declarado publicamente o voto – Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcelos (PE) e Mão Santa (PI). Atualmente, o partido tem 19 cadeiras, a maior bancada dos 81 senadores para a votação secreta nesta quarta-feira no plenário.
Para Alves, diante da “altura” que chegou a crise no Senado, Renan Calheiros não teria mais condições de gerir a situação.
— Acho que isso precisa ter uma solução —, disse.
Indagado sobre a possibilidade de renúncia ou licença do cargo de presidente do Senado, Garibaldi Alves disse que a alternativa poderia modificar o perfil da votação do processo de cassação.
— Com certeza. Uma renúncia mudaria esse quadro. Já ouvi manifestações de senadores que isso possibilitaria um novo quadro —, afirmou.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que ficou “surpreso” com a posição de Garibaldi Alves. Mas o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), afirmou que já esperava o voto do senador.
Segundo Raupp, tanto Garibaldi Alves quanto Jarbas Vasconcelos são “umbilicalmente” ligados ao DEM em seus estados.
— A história se repete. Os dois votaram contra o Renan na eleição para a presidência do Senado —, explicou em referência à disputa quando Renan derrotou o candidato José Agripino Maia (DEM-RN).
O líder do partido considera que o presidente do Senado deve ser absolvido na quarta-feira com um resultado semelhante, talvez um “pouco menor”, do que foi registrado na eleição da presidência. No dia 1º de fevereiro, Renan Calheiros foi reeleito presidente do Senado com 51 votos a 28 votos, um voto branco e um voto nulo.
Rio de Janeiro, 16 de Fevereiro de 2026
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