O deputado Pedro Henry (PP-MT) negou qualquer envolvimento com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias. Ele foi ouvido nesta quinta-feira no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Henry foi acusado pelo líder do esquema, Luiz Antônio Vedoin, de ter direcionado recursos para a compra de ambulâncias da Planam no Mato Grosso. Ele ainda teria recebido de Vedoin um carro no valor de R$ 48 mil como pagamento de comissão.
Em sua defesa, o deputado alegou que o próprio Vedoin disse à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas, à Justiça e à Polícia Federal que não houve acerto de comissão com ele e que não há registro em sua conta corrente de qualquer depósito feito pela Planam.
- Inclusive fiz questão de anexar cópia do meu extrato bancário de 2002, ano de toda essa polêmica -, disse.
Segundo o deputado, o carro que recebeu foi um empréstimo e que ele devolveu aos Vedoin antes mesmo do surgimento do escândalo das Sanguessugas.
- Esse fato foi confirmado nos depoimentos do Vedoin -, afirmou.
Pedro Henry ainda confirmou conhecer o pai de Luiz Antônio, Darci Vedoin, desde 1993 quando foi vice-prefeito de Cáceres (MT).
- Ele prestava assessoria à várias prefeituras. Mantenho um relacionamento de amizade com ele. Não vou negar esse fato -, disse Henry.
O relator do processo, deputado Mussa Demes (PFL-PI), encerrou nesta quinta a fase de instrução do processo. A partir de agora não poderão mais ser ouvidas testemunhas no caso e nem ser incluídas novas informações no processo. No final da próxima semana, ele deve apresentar o relatório recomendando a cassação ou a absolvição de Henry.
Esta é a segunda vez que Pedro Henry enfrenta o Conselho de Ética. Na primeira vez, ele foi absolvido no Conselho e no plenário da Casa pelo suposto envolvimento no esquema de pagamento de mesadas à parlamentares, o mensalão.
Pedro Henry nega envolvimento em compra superfaturada de ambulâncias
Quinta, 30 de Novembro de 2006 às 14:28, por: CdB